sábado, 26 de novembro de 2011

CONTO: O GATO QUE DEIXOU DE SER ALMOÇO

Era uma vez um Gato e um Rato. O gato era o atento vigilante de uma hospedaria.

Todos os dias o gato perseguia o ratinho, que roia os mantimentos da despensa. Mas o ratinho era esperto e sempre fugia.

O gato ficava enfurecido.

- Um dia eu pego esse danado, disse o gato.

E montou uma armadilha e pegou o ratinho.

O ratinho, astuto e desesperado com seu trágico fim, disse:

- Não me coma meu Lorde, mão me coma. Eu lhe prometo nunca mais roer nada em sua despensa e prometo um dia lhe salvar a vida!

O gato riu da petulância do roedorzinho e achando muito interessante a proposta do ratinho, teve uma idéia magnífica: Soltaria o rato e faria um acordo com ele, pois daí por diante nunca mais precisaria ficar acordado vigiando a despensa. E soltou o ratinho e disse:

- Está certo, vamos ver quando isso vai acontecer! Mas prometa que em forma de pagamento nunca mais nem você nem seus amigos entrarão na despensa e me deixarão em paz!

Os dias passaram leves e tranqüilos e o gato podia dormir sossegadamente. Estava belo e gordo.

Naquele ano foram tantos os hóspedes que faltou carne de coelho, que era um prato muito apreciado pelos viajantes. Não tendo alternativa o dono da pousada olhou para o seu gatinho e disse: Eis o coelho...

E pegando o gato o deixou amarrado para ser o almoço do dia seguinte.

E o gato ficou amarrado por uma corda a noite inteira dentro da despensa. Tentou se soltar e nada, quando de repente o ratinho lhe apareceu e roeu suas amarras.

- Eu não disse senhor gato, que lhe salvaria a vida?

O gato fugiu pelo telhado e não virou o almoço.

MORAL DA ESTÓRIA:
A prepotência dos grandes poderosos é uma falácia: Eles precisam dos pequenos e humildes para sobreviver
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Imagem: Tom e Jerry de William Hanna e Joseph Barbera

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