Era uma vez um Gato e um Rato. O gato era o atento vigilante de uma hospedaria.Todos os dias o gato perseguia o ratinho, que roia os mantimentos da despensa. Mas o ratinho era esperto e sempre fugia.
O gato ficava enfurecido.
- Um dia eu pego esse danado, disse o gato.
E montou uma armadilha e pegou o ratinho.
O ratinho, astuto e desesperado com seu trágico fim, disse:
- Não me coma meu Lorde, mão me coma. Eu lhe prometo nunca mais roer nada em sua despensa e prometo um dia lhe salvar a vida!
O gato riu da petulância do roedorzinho e achando muito interessante a proposta do ratinho, teve uma idéia magnífica: Soltaria o rato e faria um acordo com ele, pois daí por diante nunca mais precisaria ficar acordado vigiando a despensa. E soltou o ratinho e disse:
- Está certo, vamos ver quando isso vai acontecer! Mas prometa que em forma de pagamento nunca mais nem você nem seus amigos entrarão na despensa e me deixarão em paz!
Os dias passaram leves e tranqüilos e o gato podia dormir sossegadamente. Estava belo e gordo.
Naquele ano foram tantos os hóspedes que faltou carne de coelho, que era um prato muito apreciado pelos viajantes. Não tendo alternativa o dono da pousada olhou para o seu gatinho e disse: Eis o coelho...
E pegando o gato o deixou amarrado para ser o almoço do dia seguinte.
E o gato ficou amarrado por uma corda a noite inteira dentro da despensa. Tentou se soltar e nada, quando de repente o ratinho lhe apareceu e roeu suas amarras.
- Eu não disse senhor gato, que lhe salvaria a vida?
O gato fugiu pelo telhado e não virou o almoço.
MORAL DA ESTÓRIA:
A prepotência dos grandes poderosos é uma falácia: Eles precisam dos pequenos e humildes para sobreviver.
Imagem: Tom e Jerry de William Hanna e Joseph Barbera
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