terça-feira, 17 de janeiro de 2012

SANCTE SEBASTIANE – O SANTO PROTETOR DAS EPIDEMIAS E AS RELEITURAS ATUAIS

São Sebastião é um dos santos Católicos mais venerados. Protetor das pestes e das epidemias tem sido invocado por populações inteiras. A antiguidade louvava-o pelo testemunho, a Idade Média pela proteção das pestes que ceifavam as vidas de populações inteiras numa Europa insalubre. No mundo moderno sua invocação volta à tona diante das neo-enfermidades, em releituras aparentemente estranhas à candura das estampinhas sacras.

Os pobres e os miseráveis, vítimas de tudo o quanto é mazela sempre recorreram a sua interveniência junto às cortes celestiais.

O nome do santo vem do Latim Sebastianus, referente ao natural da cidade grega de Sebastia, cujo nome deriva do adjetivo sebastos, "majestoso" (tradução grega do Latim augustus), do verbo sebazomai, sebomai "adorar”. A palavra sebastos, assim como sua cognata grega semnos "sublime" (<*seb-nos), estão relacionadas ao verbo sânscrito tyaja:- "renunciar", todos remontando a raiz proto-indo-européia *tyegW-. O nome difundiu-se graças à veneração do mártir São Sebastião, cujo culto tomou muito do simbolismo do culto pagão de Apolo, significado nas flechas, na proteção contra pestes e doenças.


Certamente a descoberta das vacinas e da penicilina, no século XIX, tirou-lhe um tanto o brilho de sua intervenção milagrosa, porém as novas doenças que afligem a humanidade em pleno século XXI deram ao “Ao Mártir de Cristo, Santo Varão” nova missão.

Os Gays do mundo inteiro, sem padroeiro oficial, o proclamaram seu Padroeiro! Essa invocação se deu por dois motivos: Seu martírio como uma possível vingança de um amante enfurecido; Ser o protetor das epidemias, dentre as quais a AIDS, que assola a humanidade dos tempos atuais.


Contam as más línguas, que as maiores tiranias da história humana nunca conseguiu vencer, que antes de se tornar cristão o Sebastião, um belo mancebo, era amante do Imperador Diocleciano (244-311 DC), aquele que era matador de cristãos. Após convertido ao Cristianismo, o Santo Centurião rejeitou os amores imperiais. Daí a vingança implacável do cruel imperador, que o condenou ao perverso suplicio de ser morto aos poucos, amarrado numa laranjeira, atingido por setas de flechas de outros soldados favoritos do ex-amante. Bizarro!.


Se verdade ou se mentira somente as brumas do tempo serão capazes de testemunhar... Mas, como "estudiosos de arqueologia e linguistica descobriram que os "fósseis" de seu passado remoto, Os fatos podem ser alterados e as narrativas abreviadas no decorrer do tempo, mas traços "fossilizados" de verdade permanecem enterrados sob o nome das pessoas e lugares"¹. Assim as narrativas pias de santas mulheres que recolheram o corpo de Sebastianus, sem a presença masculina, inclusive de soldados, seus companheiros, pode indicar uma motivação da Igreja primitiva em ocultar a verdadeira identidade de seu mártir, inventando belas e pias estórias catequéticas. As práticas tidas no mundo moderno a partir de Freud como "homossexuais" não eram assim concebidas no mundo antigo. Muito pelo contrário, era incentivada a relação física e afetiva entres os soldados romanos, como forma de fortalecer o companheirismo entre eles. Estaria Sebastianus fora dessa realidade? Certamente não..

Assim foi feito e Sebastião, todo perfurado por flechas ficou ali, com os corvos e urubus esperando a hora de comer sua carne... tido como morto foi atirado no Rio Tibre. Todavia, ele foi encontrado por Irene (Santa Irene), uma piedosa moça romana, que o vendo desfalecido cuidou deste em sua casa. Ficando são, afoito e cheio da Fé dos primeiros cristãos, apresentou-se diante de Diocleciano, que enfurecido ordenou então que ele fosse espancado até a morte. Seu corpo foi jogado nas cloacas romanas. Outra cristã de nome Luciana (Santa Luciana) resgatou seu corpo dos esgotos e sepultou-o nas catacumbas, onde tem sido desde então venerado.


A rigor a relação de São Sebastião ao paradigma “Gay” do mundo contemporâneo vem da observação das belas pinturas de artistas desde a renascença, pintando-o ou esculpindo-o como belos rapazes martirizados, traspassado por flechas, nu e erótico. Mas isso foi coisa da arte e certamente dos desejos eroticamente gays dos próprios pintores da renascença para cá, sem uma fundamentação precisa da história.

Vai o Homem, fica o Mito!

Texto escrito e relançado por Washington Peixoto Vieira em http://iconacional.blogspot.com/2011/01/sao-sebastiao-martir-de-cristo-santo.html



Leitura indicada - http://homotheosis.blogspot.com/2010/03/sao-sebastiao-protetor-dos-gays-e.html

http://lucappellano.sites.uol.com.br/Homossexualidade.html


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