quarta-feira, 14 de março de 2012

REMINISCÊNCIAS: VELHAS PROCISSÕES

Hoje vendo esse grafite de Domingos Linheiro, postado no blog Urban Sketchers Brasil¹, bateu saudade da Viçosa do Ceará. Não da cidade de hoje, onde tudo é comércio e ganância, onde os imóveis são "patrimônio histórico" - deixaram de ser "casa" - e as matas foram transformadas em "lotes" com a derrubada das arvores seculares.

Senti saudades da Viçosa de minha infância. Romantismo? Saudosismo? Que seja. Mas bateu saudade daquela “cidade com cara de vila”² onde o rural invadia o urbano, onde não se podia ser outra coisa senão católico romano: A cidade era hegemonicamente católica. Passou-me pela mente uma multidão de pessoas tão queridas que já habitam em outro plano de existência.


Lembrei-me, particularmente, das procissões. Elas, talvez, eram os eventos mais importantes que a cidade contemplava e para onde convergiam todas as energias e atenções de um tempo que não mais existe: Pessoas e Valores.

Era pelo Beco dos Pinhos que a procissão saia. As balaustradas das janelas, todas abertas no casarão vazio, ainda eram enfeitadas ao gosto de Dona Hilda: Colchas de tecidos valiosos ou bordados, vasos de metal prateados, flores, folhas de samambáia, palmeirinhas... Tudo lembrava o Brasil Imperial, daquelas fotos de Alberto Henschel.

Os sinos repicavam anunciando o início da procissão. Os irmãos do Santíssimo enfileirados vestidos com suas opas vermelhas sobre o paletó azul marinho. Meu avô levava orgulhosamente uma das lanternas processionais.

Vários estandartes: do Apostolado da Oração, da Pia União das Filhas de Maria, dos Marianos, da Ordem Terceira de São Francisco. Outrora houvera da Confraria dos Terceiros de Nossa Senhora do Carmo, de São Sebastião e Cruzada Eurarística de São Tarcísio, não as mais conheci.

O padre Martins, com sua “paciência” e seu megafone (com microfonia) pedia a todos que formassem alas: Quase ninguém ouvia aos apelos do sacerdote, bom era ir atrás do andor, ouvindo as marchas tocadas pela velha banda marcial, que já se apelidara de "furiosa”.

E assim seguia o cortejo, Rua de París abaixo. Quase na Praça do Cupido a casa do ex-prefeito Chico Alfredo (onde depois passou ali a morar o memorialista Dr. Edgard Fontenele), o sobrado de seu Chiquinho Vieira e dona Maria Beviláqua. (Quem não lembra da catequista dona Coló Vieira?) Logo adiante as casas do seu Expedito e dona Loura, Dr. Benjamim e dona Creuza (que habitavam o antigo casarão do velho Tristão Vieira e dona Mundoca). Parava um pouco diante da casa de seu Gerardo Pindaíra, e por ali estavam dona Bahia, dona Santa Viera e Ana Maria. Entrava pela Padre Beviláqua (nas procissões dos Passos e Corpus Chisti havia "estações" e altares armados), e logo se via dona Frasquinha Braga e suas filhas e logo adiante dona Mundinha Beviláqua, dona Maria dos Anjos, seu Zezé Fontenele, dona Cocota, dona Eulina e minha avó Luíza com o terço nas mãos, que esperavam ansiosas nas portas de casa o cortejo passar. Do lado dos Correios o jovem casal Socorro e seu Raimundo Monteiro. Já nos últimos tempos passou a morar naquela rua o Professor Regino Carneiro, que foi o Vigário da Paróquia por décadas e dona Gladys, então sua esposa.

Chegava enfim à Praça General Tibúrcio. Uma parada providencial em frente a casa de seu Felizardo Pacheco e dona Elvira (era aí que na Procissão dos Passos, Jesus encontrava-se com Nossa Senhora das Dores e havia o grande sermão). Mais adiante seu Raimundo Silveira e família, dobrava o “quadro da praça”. Logo à esquina seu José Maria e dona Ioneida (depois passando a morar dona Maria Celeste), dona Lídia e seus irmãos Jonas e Isaías. Não podia deixar de passar na frente da casa dos “Coelhos”onde moravam dªs Silvinha e Mariazinha, de seu Zé Mamade e dona Raimunda e dos “Castro” com dona Mundinha já idosa, nem na casa de seu Chico Dô e dona Francisca, dona Júlia e Maria Aires, do seu Sebastião Nogueira e dona Júlia, do seu Loiola e dona Maria Magalhães, dona Rosa Victor (depois passando a morar nesta casa seu Juarez e dona Maria Alice), dona Gilberta e Ida Pacheco, famosa cantora da Igreja e dedicada paroquiana, Francisco Pacheco e Lourdes. E mesmo não ficando no riscado do itinerário dona Maria dos Prazeres não deixava de enfeitar as suas janelas.

Eram as ruas de procissão.

Subia a Lamartine Nogueira: Sobrado do seu João Mapurunga, a casa do seu Chico Leocádio e dona Virgília, de portas cerradas, mas como lembrança de que ali habitara uma família, as casas de seu Eduardo Mapurunga e dona Maria Carneiro, seu Jonas e dona Mundinha Pacheco e sua filha Olga, seu Zé Figueira e dona Belinha, dona Valda e seus filhos, dona Ritinha e seu Raimundo Gondim (do hotel Sayonara, certamente uma recordação dos Japoneses que estiveram na mina da Pedra Verde), dona Mementa (a conhecida "Parenta" de todos nós). E, na calçada de seu Dedé e dona Izaura muita gente à espera (Maricôca, Domitila, Mário e France). E, logo em frente seu Gerardo Magalhães e dona Magnólia. Andando mais um pouco via-se as casas de dona Clécia, de dona Maria Dantas, dona Constância, seu Antonio Belchior e dona Mariínha, seu Juca e dona Nilza, seu Sebastião Dantas e dona Terezinha, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (que um dia fora a sede do Patronato), de seu José Jonas e dona Frasquinha, dona Neném Batista, dona Maria Ribeiro, Vitória Pinho, filha de Maria que arrumava os altares da Matriz no dia-a-dia, colocando flores no Santíssimo (era a sua vocação).

E, no momento de grande espera, chegava-se à casa das “Batistas”, onde estavam as amáveis Clódis e Alice, sempre com velhas novidades em sua decoração católica e barroca - era ali que os andores eram preparados (pena que a casa foi demolida!). Na Procissão de Corpus Chisti armavam um belo altar-oratório; dona Luzia Pacheco, seu Zé Miranda e dona Florinda (com certeza a habitação de arquitetura original mais Brasil-Colônia da cidade) e suas filhas: Júlia que preparara os anjos, Maria e Francisca. Mais uma caminhada chegava-se, afinal, na Praça da Matriz.

Já no "quadro da Matriz", com todas as suas casas festivamente de portas e janelas abertas, algumas com ricas colchas ou toalhas nos parapeitos das janelas, via-se (e alguns se vê): Dona Miriã e seu Miguel, dona Mair e Chiquinho Mapurunga, dona Chichica, dona Maria Luiza Fontenele e seu Antonino; Casas do seu Sousa e dona Raimundinha, dona Emília, já viúva, seu Ozéas e dona Vânia, o Coronel Chico Caldas e dona Eglantine, seu Silvino Holanda e dona Maria Xavier, seu Onezindo Pacheco e dona Regina, dona Margarida e suas irmãs Mundinha e Maria Rocha, seu Oliveira e dona Rosilda, dona Maricota e seu Pindaíra (lembro-me ainda de dona Mariínha), dona Anita Braga e seu Jorge, dona Nini Gouvêia e seu Assis Pindaíra, casa dos “Benícios”e o nosso querido Dr. Ednird e Hozana, Dr. Edvard e dona Marieta, Nonón e Carmelita Bizerril, o sobrado da dona Marcela Fontenelle e Mundinha Paulino (sua gatinha "Treslinda" escondera-se com medo dos fogos) e novamente a Casa dos Pinhos, (que na verdade é um conjunto de habitações interligadas dos herdeiros do coronel Felizardo de Pinho Pessoa) tão vasta como um palácio: Hoje a chamam de "Solar".

E enfim a apoteose, com toda a multidão reuinida diante do patamar sobre o alarido dos sinos e dos foguetes e o cheiro de incenso. Toda a comunidade, urbana e rural, em êxtase diante do divino que parecia por ali pairar. Até os mosquitos, como que por milagre, voavam sobre a cabeça da Vigem da Assunção, fazendo-lhe a coroa, naquelas ave-marias.

Era a Viçosa Católica, tinha um quê de Pio XII, ou de uma Roma sob os trópicos. Eram as procissões de minha amada Viçosa, que o vento levou...


1. Imagem postada o blog: http://brasil.urbansketchers.org/2012/02/vicosa-do-ceara.html
obs- O texto não pretende elencar todas as pessoas e casas, foi feito de memória, porém tentar resgatar um determinado período histórico (década de 60/70) em que o autor por ali viveu e as pessoas do "polígno" das procissões presentes em sua lembrança ou pelo menos a memória de outras que não conheceu mas que ouvira falar, mesmo com suas casas com outros propritários.




2. Expressão de Valdemir Pacheco em seu livro "Tragédia da Tabatinga".

Procissão do Menino-Deus em 1º de janeiro 2011

Texto com algumas inclusões de pessas em 24/3/2012, às 6h30m


quinta-feira, 29 de abril de 2010

SÉRIE TRIBUTO - IRMÃ LÚCIA VIEIRA, FILHA DA CARIDADE, MISSIONÁRIA DO CAICÓ E DOS SERTÕES DO SERIDÓ.


Irmã Lúcia Vieira, chegou a Caicó em 1953, em conjunto com outras três irmãs de Caridade. Tinham como missão dar vida ao Abrigo e Dispensário Professor Pedro Gurgel, fundado a 16 de agosto de 1946 por Mons. Walfredo Gurgel, com a cooperação da Diocese, mas que até aquele momento ainda não entrara em atividade.
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O grupo inicial de religiosas eram: Irmã Severina Borba, primeira superiora(1951), Irmã Maria Dutra e Irrmã Lucia (1953), Vieram em 1954 e 1956, para complementar as pioneiras, a Irmã Vicência Nogueira (1954) e a Irmã Rosalie Santos (1956). Todas, com exceção da Irmã Lúcia, já encontam-se na casa do Pai.

A idéia da construção do Abrigo veio da Diocese de Caicó “preocupada com o grande número de idosos e de mendigos abandonados, resolveu pedir as Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, para se responsabilizarem por essa obra caritativa conforme o seu carisma, com a finalidade de levar a todos um conhecimento e crescimento cristãos”.
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Naquela época o bairro da Paraíba, onde fica o abrigo, era um ermo distante e árido co centro comercial da cidade. E ali o abrigo ficara esquecido, com seus idosos e suas irmãs, com falta de recursos humanos e materiais, o que a levou em ato inédito, á Rural de Caicó, onde expuseram a dramática situação em que viviam os idosos. No dia seguinte, naqueles idos anos 50, choveram donativos ao abrigo e nunca mais o povo de Caicó os esqueceu: Era a Providência Divina?
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Foi naquele bairro e naquele abrigo que Irmã Lúcia desenvolveu e desenvolve por quase 60 anos o seu apostolado e sua missão de Filha da Caridade junto aos pobres, particularmente aos mais pobres.
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Tanto o é que há uma opinião formada que "Como um sentimento de verdade, há uma crença no Bairro Paraíba, de Caicó, de que Irmã Lúcia nunca morrerá. Ela apenas se encantará, um dia, sob o manto de nossa Senhora das Graças e de lá continuará a olhar e encaminhar para todo o bem, os filhos e filhas deste bairro e cidade. Caicó deve muito a esta senhora, pois como educadora já formou dignamente para servir a nossa sociedade, vários cidadãos de bem, que como pais, mães e em várias profissões, das mais simples as mais complexas, em toda parte do mundo, trazem na lembrança e na condução de suas vidas, os seus ensinamentos. O maior adjetivo que define esta mãe, é a de que ela é uma autêntica reprodutora do amor de Deus. Que nós possamos tê-la por muitos anos, pois seus ensinamentos, exemplos de humildade, perseverança e fé, a nós serve de lição e conforto para que compreendamos que é possível sim, olhar sempre e estender a mão a aqueles que de nós precisam de pelo ao menos, um sorriso". http://www.robsonpiresxerife.com/blog/notas/abrigo-60-anos-de-fundacao-uma-homenagem-a-irma-lucia/
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Como presença pastoral das irmãs, distingue-se a difusão das Medalha Milagrosa e sua festa a cada 27 de novembro de cada ano, na capela do abrigo, tornou-se paulatinamente um evento religioso devocional.
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Ali de tudo irmã Lúcia tem sido: Assistente social, enfermeira , confidente, professora, diretora da instituição e de escola, cuidadora de idosos, ecônoma, relações públicas, ministra da eucaristia, sacristã... Dorme pouco – aliás, dorme em pé – acorda a qualquer hora da noite para acudir os velhinhos a quem procura, reza com suas co-irmãs a liturgia das horas e obrigatórias da comunidade nas horas canônicas e com sua irmã Honorina todos os dias, após o almoço, um terço, como aprendera há muitos anos com seu pai, que era devotíssimo de Nossa Senhora. Visita os doentes, encomenda os mortos, distribuí donativos aos necessitados, e como não bastasse dá plantão na portaria do abrigo aos sábados à tarde. Não pára! Com seus 84 anos, ativa e lúcida é uma perfeita Filha da Caridade, em sua maior expressão. Uma digna filha de São Vicente e Santa Luísa.
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De pequena estatura, Irmã Lúcia, que na vida civil é Maria Amélia Vieira, e na intimidade da família é Amelinha, nascida na Rua da Cruz, em Viçosa do Ceará, em 14 de março de 1926 é a segunda filha de Francisco (1898 - 1975) e Luíza Vieira (1905 1978). No ano de 1939 toda a família mudou-se para a casa da rua Padre Beviláqua, onde vivem até os dias duas de suas irmãs, Neném e Carmélia, e é o referencial da família, onde estão guardadas as suas lembranças e seus sonhos.

Professora primária, catequista e integrante da Pia União das Filhas de Maria, em Viçosa, onde tudo corria em torno da Igreja Católica, logo surgiu sua vocação religiosa, ingressando aos 19 anos na Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, sendo seu postulantado e noviciado realizado na Cidade de São Benedito, Ceará. Terminado este período foi enviada pela Província de Fortaleza das Filhas da Caridade, para Caicó, no Rio Grande do Norte, de clima, quente e seco, bem diferente da serra da Ibiapaba, de clima frio e úmido, onde nascera e crescera. Mas “o amor de Deus e sua providência” a ajudaram a ambientar-se tão bem aquela terra que se tornou símbolo, procurada pelo povo simples e pelos detentores do poder.

Um tempo destes, lá em Viçosa, percebemos que não tinha mais a plena visão em um de seus olhos, e uma de suas irmãs lhe perguntou:

- "Amelinha, você não nos contou de seu problema nos olhos.... "

Ao que ela respondeu, de imediato:

- "De que me valeria o voto de pobreza, se eu me lamentasse das minhas pobrezas e minhas limitações. Aceito-os como graça de Deus!"
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Imagem 1- Montagem
Imagem 2- Irmã Lúcia, seus pais , sua irmã e seu sobrinho, que edita este Blog.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

SÉRIE RAÍZES - OS TEIXEIRA DO ICÓ (REEDIÇÃO)


Os Teixeira, em Icó, tem sua presença desde os tempos da formação da Vila e a expansão do gado bovino pelo Nordeste brasileiro nos séculos XVII e XVIII. Como marco histórico desse clã o antigo sobradão colonial onde hoje abriga o projeto Núcleo de Música Sobrado Canela Preta.

Tiveram fortes momentos de hegemonia política no Icó e toda a região sul do Ceará, início do Século XIX, durante o Primeiro Reinado (1822-1831) e guerras da Independência do Brasil, tendo após a abdicação de D. Pedro I (1831), perseguições sobre seus principais cabeças, por parte do governo provincial do Ceará, na pessoa de José Martiniano de Alencar (1794-1860), liberal, derivados dos conflitos da Confederação do Equador (1824), nas quais os Teixeira participaram ativamente - inclusive mudando de lado - e figuraram como principais oponentes as forças liberais-republicanas. As modificações políticas do Segundo Reinado, particularmente o perído regencial (1831 - 1840), derrubaram a hegemonia desse clã, resultando na condenação de João André à pena de morte que foi comutada em pena de degredo, por 20 anos, na Amazônia.

Dentre os célebres membros dessa casa, figuram os irmãos Felipe Benício Mariz, sacerdote católico e o Tenente-coronel João André Teixeira Mendes, o “Canela Preta”, membros da famosa “Comissão Matuta” que mandou para o paredão de fuzilamento quatro ex-confederados do Equador, episódio que figura num trágico episódio da Independência do Brasil e conflitos posteriores, com vasta bibliografia sobre o assunto.


I) ORIGENS:

Sobre a origem dos Teixeira de Icó há duas versões, que as pesquisas científicas da genealogia atual desvendam com dados menos míticos:

a) A primeira versão vem do Barão de Studart (1856-1938) - Dicionário Biobibliográfico Cearense (Barão de Studart) publicado em 1910 e João Brígido dos Santos (1829-1921), relatado em Antologia de João Brígico p. 566, http://books.google.com.br/books?id=tbENAQAAIAAJ&q=jo%C3%A3o+andr%C3%A9+teixeira+mendes&dq=jo%C3%A3o+andr%C3%A9+teixeira+mendes os clássicos historiadores do Ceará, ambas as obras republicadas várias vezes, e que dão bases e pistas para a reconstrução atual. Para esses autores os Teixeira originam-se da Bahia e chegaram aos sertões da Paraíba e do Ceará, na condição de Sesmeiros e também de arrendatários de fazendas da Casa da Torre de Garcia D’Ávila no século XVII e XVIII. Portanto, como pioneiros na expansão do gado.

A chamada Casa da Torre foi uma importante empresa da família, os D’Ávila, originados a partir de DIOGO ÁLVARES CORREIA "Caramuru (1475-1557), estabelecidos na Bahia que empreenderam as chamadas “bandeiras” pelo território nordestino, conquistando terras a todo e qualquer custo, inclusive com vidas dos indígenas, dado a expansão do gado bovino, originário da índia, a partir de 1679 a 1730. O herdeiro da Casa da Torre no fim do século XVI foi Francisco Dias de Ávilla. http://www.casadatorre.org.br/
“Que a casa da Torre, aquela época, penetrou os sertões do Nordeste é praticamente certo. Após margear o rio São Francisco, ligando a Bahia ao Piauí e avançar na direção norte até alcançar jacobina, ela tomou o rumo oposto às suas primeiras expedições e atravessou a serra do Araripe, descendo o rio Salgado até chegar ao Icó, de onde seguiu para o Rio do Peixe”. Porém, a colonização dos sertões de Pernanbuco, Siará Grande e Parayba deu-se muito tardiamente com relação ao restante dos territórios coloniais, e requereu a dizimação muitas de tribos indígenas, conforme noticia Capistrano de Abreu, in Capítulos da História Colonial.
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Segundo o pesquisador paraibano Wilson Seixas “ Foi essa certamente uma das rotas de penetração da Casa da Torre por onde durante anos importantes parte do território paraibano começo a receber as primeiras sementes de gado com que fundam as primeiras fazendas e currais”. In O feudo: a Casa da Torre de Garcia d'Ávila : da conquista dos sertões à independência do Brasil.
Isso levou a aristocracia baiana a ser detentora de quase um terço das terras dos sertões da Paraíba e foi sujeitando-se a essa poderosa oligarquia os sesmeiros, dentre eles os Teixeira que adentraram os sertões dos Icó. Figuraria dente esses sesmeiros Alexandre Teixeira Mendes.Dentro dessa ótica, portanto, os Teixeira remontariam ao século XVII.

b) A segunda versão mais atualizada consiste na pesquisa de Francisco Augusto de Araújo Lima – 2001, na obra Famílias Cearenses que desfez o imbróglio do Barão de Studart e do João Brígido dos Santos e colocou a sua verdadeira naturalidade no Famílias Cearenses 1, 2001, páginas 307 / 315, segundo explicações do próprio autor.
O tronco inicial dos Teixeira-Mendes, objeto desse artigo é Alexandre Teixeira Mendes, que segundo o autor citado acima é nascido por volta de 1723. Natural da Freguesia de Canaveses, Concelho de Valpaços, distrito de Vila Real, Portugal. http://www.mapadeportugal.net/concelho.asp?c=1712.
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Chegando ao Brasil, via Paraíba, casa-se por volta de 1753 com Tereza Maria de Jesus, natural de Nossa Senhora das Neves da Parayba (a atual João Pessoa). Ao que tudo indica esse casal terá os seus filhos em Patos, também na Paraíba, onde já se tinham estabelecido, como sesmeiros, possivelmente ligados à Casa da Torre, seus parenetes Paulo Mendes de Figueiredo e sua mulher Maria Teixeira de Melo, considerados os fundadores de Patos , de forma que em 21 de março de 1766 - em conjunto com outro casal de fazendeiros - doaram o patrimônio para a fundação do que seria futuramente a freguesia de Nossa Senhora da Guia.
Com o passar dos anos a segunda geração passará a habitar no Icó, Ceará, onde foram registrados alguns casamentos desse clã, ora na Igreja de Nossa Senhora da Expectação e um, excepcionalmente, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, então capela.
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II) ESBOÇO GENEALÓGICO:
Do casal Alexandre T. Mendes e Tereza Maria de de Jesus, constam, em registro, os filhos:
1) Luciana Maria do Rosário (n +- 1754 ____) , que casou-se com Venceslau Lopes de Andrade (n.+-1752 ____);
2) Francisco Teixeira Mendes (n. +- 1755____) que casou-se com Maria José dos Milagres, pais de Ana Joaquina de Jesus (casou-se em 1809, na Matriz do Icó), Manoel Alexandre Teixeira Sobrinho, que casou-se em 25.09.1804 com sua prima Ana Macedo de Jesus Maria; e Maria Demétria do Coração de Jesus, que casou-se com seu primo João André Teixeira Mendes em 06.07.1803.
3) Manoel Alexandre Teixeira Mendes (n. +- 1756 ___) , que casou-se em 16.04.1776 na Matriz do Icó com Maria Catarina Sebastiana de Arendes (batizada em 06.07.1758).
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Maria Catarina Sebastiana de Arendes, era filha natural do capitão Antonio de Melo Falcão, filho de Luiz Marreiros de Sá e Brites Maria de Melo Falcão, naturais do Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco faleceu em Icó, segundo o mesmo autor, em 06.06.1758 e de Maria José de Brito, também Pernambucana, filha de Domingos de Brito Fiúza da Villa de Alagoas (a atual Maceió) e de Maria Barbosa, natural de Ipojuca, Pernambuco. Porém tinha como pais de criação o Tenente-Coronel Antonio Fernandes Bastos e Cosma Maria, residentes no Bom Sucesso da Soledade, onde tinha sido criada como filha desde o nascimento, tanto o é que esse casal foi o padrinho de batismo de seus dois filhos Teresa e Felipe Benício, o que prova as relações de família. Figuram como ancestrais do casal Antonio de Melo e Brites o legendário Jerônimo de Albuquerque e Maria do Espírito Santo Arcoverde, assim, pois os Teixeira do Icó, descendem dos primeiros colonizadores do Nordeste brasileiro.
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Do casal o coronel Manoel Alexandre Teixeira Mendes e Maria Catarina Sebastiana de Arendes, nasceram os filhos:
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1) João André Teixeira Mendes, nascido em 17.03.1771 e falecido por volta de 1864. Casou-se com sua prima Maria Demétria do Coração de Jesus, filha de seu tio Francisco Teixeira Mendes. Tenente-Coronel, de onde surgirá o apelido de “Canela-Preta” que a historia levará para o restante da família, numa forma de designar os Teixeiras descendentes dessa “rama” genealógica.

2) Ana Macedo de Jesus Maria, (Conhecida como Ana Maria Mendes ) n. 28.06.1776 e falecida em 1809) . Casou-se duas vezes, a primeira com Antonio Fernandes Pereira (natural do Concelho de Valpaços, Portugal) em 1798, enviuvando em 1804, casa-se, em segundas núpcias com seu primo Manoel Alexandre Teixeira Sobrinho, em 1804, filho de seu tio Francisco Teixeira Mendes.
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3) Tereza, nascida em 11.02.1777, que o gealogista não encontra descendência;
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4) Felipe Benício Mariz, nascido em 22.08.1779 e falecido por volta de 1837 (2), cujo nome de batismo é uma homenagem ao Santo do dia de seu nascimento, São Felipe Benício (1233), como era costume na época, já num sinal da "vocação" do nascituro. Foi ordenado padre, em Olinda, por volta de 1801/1801, mas deixará descendência na Villa Viçosa Real, uma vez que viveu com Silvéria Joaquina de Queiroz (?) - nome revelado na atualidade - possivelmente originária da Vila de São José de Aquiraz/CE, onde ele exerceu entre 1921 a 1923, temporariamente, seu ministério sacerdotal ou mesmo de Icó, necessitando de presuisa mais aprofundada.
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III) ESTUDO GENEALÓGICO ELABORADO POR FRANCISCO PEIXOTO (CHIQUINHO PEIXOTO EM JULHO DE 2009), COM ACRÉSCIMOS DE WASHINGTON PEIXOTO.
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1. DESCENDENTES DE ANA MARIA MENDES: Surge daqui o ramo de família Fernandes.

FILHO (do primeiro casamento de Ana com o bragantino João Antonio Fernandes Pires, o Marinheiro Fernandes): ALEXANDRE FERNANDES PIRES (Marinheiro Alexandre), ex-intendente de Icó, c.c. Mariana Fernandes, dos quais descenderam:

NETOS: Euclides, Leocádia, Antonieta, Lucíola, Cristina (ascendente de Horácio Nogueira de Queiroz, c.c. Adélia Nogueira, pais de Zuleica Nogueira Fernandes, c.c. o primo Newton Nogueira Fernandes) e ALBERTO FERNANDES (Alberto Marinheiro), c.c. Ester Nogueira Caminha, de quem são filhos:

BISNETOS: NEWTON NOGUEIRA FERNANDES (ex-Prefeito de Icó em dois mandatos – 1955-59 e 1963-67, pai de Paulo César, Marúzia, Horácio e Marília)), José Alberto, Marcelo, Jairo, Maurício, Ivan, Ieda, Zélia, Lígia e Iara, (sobrinhos-bisnetos do Canela Preta; os descendentes destes são, portanto, sobrinhos-trinetos do Canela Preta).
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2. DESCENDENTES DE JOÃO ANDRE TEIXEIRA MENDES (CANELA PRETA), c.c. a prima Maria Demétria do Coração de Jesus, filha de seu tio Francisco Teixeira Mendes, acima citado.

FILHOS: Joaquim Inácio, Antonio, RITA (TEIXEIRA MENDES) ALEXANDRINO, JOSÉ OLÍMPIO TEIXEIRA MENDES, Ana, CÂNDIDA TEIXEIRA (MENDES) BASTOS, Maria, FRANCISCO TEIXEIRA MENDES e JOÃO ANDRÉ TEIXEIRA MENDES JÚNIOR. Veremos apenas os descendentes dos CINCO filhos que estão em destaque:

2.1. Desdendentes de JOSÉ OLÍMPIO TEIXEIRA MENDES (filho de João André): Celina, Telêmaco e COSMA ALEXANDRINA DE LIMA. Esta casou na família com Manoel Olímpio Teixeira e tiveram 8 filhos, a saber:

BISNETOS: JOAQUIM OLÍMPIO TEIXEIRA, Francisco, Luis, Josefa, Venâncio, Francisca, Liberalina e JOSÉ OLÍMPIO TEIXEIRA. Veremos apenas os descendentes de Joaquim e José Olímpio.

TRINETOS:

Filhos de JOAQUIM OLÍMPIO TEIXEIRA, c.c. Maria Luisa Alves (Dona Lulu, irmã de Francisco Maciel, da Fazenda Cajueiro): (1) MANOEL OLÍMPIO TEIXEIRA, c.c. Adélia Alves Maciel (filha do fazendeiro Francisco Maciel, acima citado), pais de Maria Orieta, Maria Orineide, Mário (pai de Emanuel Messias, Ijataquara e \Sumara Martins Maciel), José Maurício e Francisco Marilton; e (2) QUÍNZIO OLÍMPIO TEIXEIRA, c.c. Odete Olímpio Teixeira, pais de Írio, Ivan e Ivone Olímpio.
Os filhos de Manoel e Quínzio são, portanto, tetra-netos do Canela Preta; e os filhos de Mário, José Maurício e Francisco Marilton, seus pentanetos.

Filhos de JOSÉ OLÍMPIO TEIXEIRA, c.c. Maria Alves Carneiro (2ª. núpcias): (1) FRANCISQUINHA OLÍMPIO, c.c. Rafael Holanda, pais de Ana Néri, Ana Núbia, Ana Lícia, Ana Nívea, Ana Neyle e Rafael Filho Olímpio Holanda (o Deinha, c.c. Alcineide Costa, pais de Marcílio, Rafaela e Rafael Neto); e (2) LUIS OLÍMPIO.
Da mesma forma, os filhos de Francisquinha e Luis Olímpio são tetra-netos do Canela Preta; e os filhos destes, seus pentanetos.
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2.2- DESCENDENTES DE JOÃO ANDRÉ TEIXEIRA MENDES JÚNIOR (filho de João André), que casou com Raquel Teixeira Mendes (Raquel Delfina da Conceição), com os seguintes descendentes: João André (o terceiro), Raimundo, Liberalino, Alcino, José, Jovina, Dursulina, Maria, Ana, Antonia, RITA e Francisco André, dos quais nos interessa apenas RITA TEIXEIRA MENDES, que casou com Manoel Joaquim Teixeira Pequeno e tiveram os filhos:
BISNETOS: Leandro e ANTONIO TEIXEIRA PEQUENO, tendo este casado com Maria Antero Pequeno, dos quais nasceram os filhos:

TRINETOS: Manoel, Alberto (Padre), Afonso (Padre), Plínio, Leopoldo, Ana Romana, Suzana, Petra, Marieta, Lídia, ANTONIO (Toinho Teixeira, o antigo proprietário do sobrado demolido e reconstruído, onde hoje funciona a Câmara de Vereadores), ÁUREA, PEDRO e MARCIAL TEIXEIRA PEQUENO. Este casou com Ana Dias Pequeno (Donaninha), filha de José Frutuoso Dias Filho e Joana Isabel Dias, a DONA JANOCA de Icó, líder conservadora e anti-aciolina, nascida em 08.0l.1848 e falecida em Cedro em 06.09.1935, onde está sepultada. Foram irmãos de Dona Janoca: José Frutuoso, Águeda e Maria da Glória Dias Pequeno (a do sobrado das seculares tamarineiras da antiga Rua das Almas, onde hoje reside Francisquinha Olímpio), e Francisco, João e Manoel Vieira Dias.

TETRANETOS:

São filhos de ANTONIO (Toinho Teixeira), c.c. Maria Albuquerque Pequeno: Olavo, Afonso, Antonio, Cecília, Maria e Plínio.

São filhos de ÁUREA (c.c. o farmacêutico e líder político Ilídio Sampaio, que dá nome a histórico logradouro de Icó): ANÍSIO SAMPAIO, ex-prefeito de Icó (1947-51) e outros irmãos.

São filhos de PEDRO (c.c. Maria Cecília): Luis, Maria, Luisa, Fernando Pequeno (o pintor de telas em nanquim dos casarões e sobradões de Icó), Pedro Alberto, Estefânia, Margarida, Maria Suzana e Raimundo. A mancha negra que existia numa das pernas de João André, e que lhe valeu o apelido de Canela Preta, repetiu-se geneticamente neste descendente.

São filhos de MARCIAL (c.c. Donaninha Dias Pequeno, como vimos atrás): Marcial Dias Pequeno (jornalista, ex-Ministro de Estado, com descendentes no Rio de Janeiro), Joana, Inês, Ana (casou com Eduardo Sabóia de Castro, de quem são filhos Maria Anice, Marcial e Ana, esta casada com o empresário de transportes de cargas Francisco Alves de Lima, o Tatica), Maria Dias (a Diquita, que casou com Expedito Celedônio, s/ desc.), Maria e José.
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2.3. DESCENDENTES DE CÂNDIDA TEIXEIRA BASTO (filha de João André), que casou com Antonio Fernandes Basto (neto de Francisco Teixeira Mendes, que era tio do Canela Preta), com quem teve os seguintes filhos: 2.3.1. Joaquim Teixeira Basto; 2.3.2. José Teixeira Basto; 2.3.3. Manuel Teixeira Basto; 2.3.4. Maria Teixeira Basto; 2.3.5. Cândida Fernandes Bastos e 2.3.5. Antonio Teixeira Basto.
Filho 1 - 2.3.5 (conforme acima referido) Antonio Teixeira Basto c.c. Maria Medeiros Bastos, nasceu no Icó-Ce em 17/05/1891.
2.3.5.1. - GIL TEIXEIRA BASTO, casou-se em 29/04/1914, com a Jaguaribana Maria Cecília Mourão Pinheiro a qual passou a assinar MARIA CECÍLIA MOURÃO TEIXEIRA. Foi Tabelião e Músico. Filhos:
2.3.4.1.1. Gilberto Mourão Teixeira, já falecido era casado com Anaide de Oliveira Teixeira, com quem teve os seguintes filhos: Gilberto Moacir de Oliveira Teixeira, Moema Lúcia de Oliveira Teixeira(falecida), Neyara Helena Teixeira Portolese, Ricardo Jandui de Oliveira Teixeira e Fernando Juari de Oliveira Teixeira e Carlos Iberê de Oliveira Teixeira;

2.3.4.1.2-Enedina Teixeira Barreira, já falecida, casada com João Augusto Barreira, com quem teve os seguintes filhos: João Walder Teixeira Barreira, José Edisio Teixeira Barreira, Ernane Teixeira Barreira(falecido), Maragarida Maria Barreira Costa, Vera Lucia Barreira Uchoa, Renê Teixeira Barreira, Silvio Roberto Teixeira Barreira, Silvia Maria Barreira Chaves, Paulo de Tarso Teixeira Barreira e Tania Maria Barreira Ponte;

2.3.4.1.3-Eneida Teixeira Bezerra, já falecida, casada com Apparicio Bezerra de Figueiredo, com quem teve os seguintes filhos: Iara Teixeira Bezerra, Itamar Teixeira Bezerra, Ubirajara Teixeira Bezerra e Ubiraci Teixeira Bezerra;

2.3.4.1.4- Gilmário Mourão Teixeira, casado com Maria Teresa de Barros Teixeira, com quem teve os seguintes filhos: João André de Barros Teixeira, Alexandre de Barros Teixeira, Eduardo de Barros Teixeira e Cláudio de Barros Teixeira;

2.3.4.1.5- ENILCE TEIXEIRA GUEDES, casada com Manuel Valcascio Guedes de onde surgiu os filhos, netos e bisnetos: FILHOS: Giovanni Teixeira Guedes, Maria Lúcia Guedes Sampaio, Paulo Vagner Teixeira Guedes, Maria de Salete Teixeira Guedes e Maria Helena Teixeira Guedes; NETOS: Paulo Giovanni Pinheiro Teixeira Guedes, Manuel Valcascio Guedes Neto, Daniel Pinheiro Teixeira Guedes, Tiago Pinheiro Teixeira Guedes, Giovanna Perdigão Teixeira Guedes, Luciana Guedes Sampaio Porto, Carlos Eduardo Guedes Sampaio, Ciro Guedes Sampaio, Ana Paula de Freitas Teixeira Guedes, Paulo Wagner de Freitas Teixeira Guedes, Lucia Elizabeth de Freitas Teixeira Guedes(falecida), Enilce de Freitas Teixeira Guedes, Maria Cecília de Freitas Teixeira Guedes, Katia Maria de Freitas Teixeira Guedes, Larissa Guedes Albuquerque, rafael Guedes Albuquerque, Gil Artur Guedes Diógenes, Artur Cesar Guedes Diógenes, Aloisio Diógenes Neto e Yathiaia Teixeira Guedes Diógenes; BISNETOS: Neyara Helena Bezerra Guedes Diógenes, Paulo Vagner Teixeira Guedes Diógenes, Caio Fábio Sampaio Porto, Ana Carla Sampaio Porto, Artur Antonio Teixeira Diógenes de Oliveira, Nezon Guedes Diógenes, Alexandre Guedes dos Santos, José Carlos Teixeira Guedes..., Pedro Luis Teixeira Guedes Brito, Ana Beatriz Porfírio Guedes, Samuel Albuquerque Freitas, Maria Beatriz Albuquerque Freitas, João...Teixeira Guedes e David...Teixeira Guedes.

2.3.4.1.6-Gilvandro Mourão Teixeira, casado com Cleonice Mourão Teixeira, com quem teve os seguintes filhos: Moacir Flávio Mourão Teixeira (falecido), Luciano Mourão Teixeira, Maria Célia Teixeira Merighi, Roberto Mourão Teixeira, Marta Maria Mourão Teixeira dos Santos(falecida) e Maria do Socorro Mourão Teixeira;

2.3.4.1.7- Gildardo Mourão Teixeira( falecido)

2.3.4.1. 8-Gilvar Mourão Teixeira, (falecido), casado com Maria Eunides Cavalcante Teixeira, com quem teve, Fernando Antonio Cavalcante Teixeira;

2.3.4.1.9- Gilbraz Mourão Teixeira, (falecido) casado com Rita Maria Costa Teixeira, com quem teve os seguintes filhos: Carmem Cecilia Costa Teixeira e carla Costa Teixeira;

2.3.4.1.10- Maria Enaide Mourão Teixeira Bezerra, (falecida) casada com Guilherme Bezerra de Figueiredo com quem teve os seguintes filhos: Maria Teresa Teixeira Bezerra de Figueiredo, Marcia Bezerra gadelha Lopes, Sandra Teixeira Bezerra, Marcos Teixeira Bezerra e Cristiane Teixeira Bezerra(falecida);

2.3.4.1.11- Maria Enir Teixeira Albuquerque, casada com Faustino Albuquerque Sobrinho, com que teve os filhos: Augusto Teixeira de Albuquerque e Leonardo Teixeira Albuquerque;

2.3.4.1.12- Gilnei Mourão Teixeira, casado com Cely Barbosa Teixeira, com quenm teve as filhas: Tatiana Maria Barbosa Teixeira(falecida), Luciana maria Teixeira de Sousa e Adriana Maria Barbosa Teixeira;

2.3.3.1.13- Gilson Mourão Teixeira, casado com Marly Pinheiro Teixeira, com quem teve os filhos: Samya Pinheiro Teixeira, Patricia Pinheiro Teixeira Magalhães e Marcelo Pinheiro Teixeira;

2.3.3.1.14-Maria Enaise Teixeira Lins, casada com Gilberto Lins de Sousa, com quem teve os seguintes filhos: Paulo Sérgio Teixeira Lins, Carlos Augusto Teixeira Lins e Gilberto Lins de Sousa Filho;

2.3.3.1.15- Maria Enilce Mourão Teixeira(falecida)

2.2.2.1.16- Gil Teixeira Filho, casado com Rosa Carmem de Vasconcelos Teixeira, com quem teve os filhos: Ana Claudia Teixeira Viana, Maria Cecilia Teixeira Barreto Lima, Alexandre de Vasconcelos Teixeira e daniel de Vasconcelos Teixeira.
OBS. Dados dos descendentes de Gil Teixeira Bastos, fornecidos pela família.
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F2 -2.3.5.2. NESTOR TEIXEIRA BASTOS, ex-Tabelião do 2º Cartório de Icó, c.c. Maria Isabel Alencar Teixeira, com os seguintes descendentes:
TRINETOS: 2.3.5.2.1. Ana Teixeira Bastos (Donana) c.c. Cícero Sá Pereira; filhos: Cícero Cesar e Teresa Neuma); 2.3.5.3.2. Suzana Teixeira Bastos c.c. Diomedes Lins; filhos: Kátia Helena, Ana Magnani, Isabel, Kelma, Ivana e Nestor); 2.3.5.2.3. Enedina Teixeira Bastos c.c. o agro-pecuarista Antonio Maciel; filhos: Ricardo, Renê, Rubens, Reuben e Mara Núbia); 2.3.5.2.4. Francisca Teixeira Bastos (Francisquinha) que casou, ele em segundas núpcias, com Cícero Sá Pereira e JOEL (descendentes em Fortaleza). Os filhos citados nos parênteses são, portanto, tetra-netos do Canela Preta.
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2.4. . DESCENDENTES DE FRANCISCO TEIXEIRA MENDES (filho de João André), que casou com CÓRDULA NOBRE DA SILVA:
2.4.1. FRANCISCO TEIXEIRA MENDES JÚNIOR, Capitão da Guarda Nacional, que casou com Maria Felícia Pequeno e tiveram os seguintes filhos:

BISNETOS: 2.4.1.1. Pompílio, 2. Fausta, 3. Lázaro, 4. Antonio e 2.4.1.1.5. JOSÉ TEIXEIRA MENDES. Este casou com Maria Teixeira de Melo, (Conhecida como IGNEZ TEIXEIRA DE MELO, filha de Joaquim Marinho de Melo e Ignez Nobre Teixeira, com a seguinte descendênciacom a seguinte descendência:

TRINETOS: INÊS, ANA (Santana), Maria Teixeira (Titia, s/ desc.), Dulcinéia (Tiéia, c.c. Odon, s/ desc.), JOAQUIM (o Quinco Beleza), Ambrosina (Tibó, s/ desc.), ELISA, JOSÉ e FRANCISCO.
TETRANETOS:

2.4.1.1.5.1. São filhos de Inês Teixeira Mendes c.c. Sinfrônio Costa: 1) Niná Teixeira Costa c.c. o comerciante Francisco Morais Moreira; filhos: Dílson, Mônica, Leuda, Neyle, Inês, Eilson, Emilson, Célia, Gilson e Wedson Costa Moreira; 2) Judite Teixeira Costa c.c. o coletor federal José Cavalcante; filhos: Giovanni, Carlos Mandacaru, Paulo Afonso e Marcos Costa Cavalcante; 3) Antonio Teixeira Costa c.c. Maria Monteiro. Filhos: Jesumar, Rosinês, Maria Edva, Maria do Rosário, Maria Gorette, Antonio e Suerda Costa Monteiro; 4) Franisca de Assis Teixeira Costa e 5) Oliva Teixeira Costa (estas sem descendentes).

2.4.1.1.5.2. São filhos de Ana Teixeira Mendes (Santana), c.c. Alcides Costa: Filhos: 1) Maria de Lourdes Costa c.c. Anísio Sampaio, ex-prefeito de Icó; filhos: Marcos, Simone, Diana e Euler; 2) Anail Teixeira Costa c.c. Manoel Saturnino Bezerra, conhecido político icoense, s/ desc.); 3) Maria Teixeira Costa (descendentes em Fortaleza); 4) Maria Alcides Teixeira Costa (Cidinha) c.c. o primo José Teixeira Peixoto, filho de Eliza; filhos: Ana Pavlova Costa Peixoto, Carlos Alberto Costa Peioto, Jane Costa Peixoto e José Teixeira Peixoto Júnior) e 5) Dozinete Teixeira Costa c.c. Oto Moreira. filhos: Ângela e outros residentes em Santos, SP).

2.4.1.5.3. São filhos de Eliza Teixeira Mendes, c.c. Urbano Peixoto: 1) Manoel Teixeira Peixoto c.c. Maria Miguel Peixoto: filhos: César, Urbano, Simone e Edileusa Miguel Peixoto; 2)José Teixeira Peixoto c.c. Maria Alcides Costa Peixoto - primos 1º grau ( Cidinha); 3) Juarez Teixeira Peixoto c.c. Inês Costa Moreira, primozs 2º grau: filhos: Juarez T.Peixoto Jr., Rogério Moreira Peixoto, Marcos Aurélio Moreira Peixoto e Rosane Moreira Peixoto; 4) Maria Nilce Teixeira Peixoto c.c. Roberto Correia Lima; filhos: Armando César, Carlos Lineman, Nélia Rúbia, Oziel Gasmann, Jurgen, Margarida, Roberto, João Urbano, Liane, Risolene e Bergson Peixoto Correia Lima; 5) Maria Nilda Teixeira Peixoto c.c. Ivo Ferreira: filhos: Malta Séfora, Ivonildo e Indaiá Peixoto Feerreira) e 6) Maria Nilva Teixeira Peixoto c.c. Luis Gonzaga Vieira, filhos: Nólio, Washington Luiz, Luis Alberto, Wellington Luis e Fábio Luiz Peixoto Vieira.

2.4.1.5.4. É filho de Joaquim Teixeira Mendes (o Quinco Beleza) c.c. Maria Teixeira : CARLOS EUGÊNIO.

2.4.1.5.5. São filhos de José Teixeira Mendes (Zé Teixeira), c.c. Ceci Sampaio: FRANCISCO, JOSECY (c.c. Zuleide Rolim; filhos: Josileide, Carlos e Clayton)) e ONOFRE.

2.4.1.5.6. São filhos de Francisco Teixeira Mendes, c.c. Florentina Peixoto da Silva: 1) Maria do Socorro Peixoto Teixeira c.c. José Caminha; filhas: Maria do Socorro Teixeira Caminha; Madalena Teixeira Caminha, Marly Teixeira Caminha, Sônia Teixeira Caminha e Sílvia Teixeira Caminha, residentes em Niterói, RJ), 2) Maria Amélia Peixoto Teixeira c.c. o Capitão do Exército Aloísio Nascimento; filho: Stoney, já falecido) e 3) Francisco Teixeira Mendes - o Chico de Florzinha c.c. Ana Neide dos Santos; filhos: José, Madalena, Jorge, João, Carlitos e Francisco Wedson (Cueto) Teixeira dos Santos. Florentina Peixoto (irmã de Maria de Lourdes, e de Urbano Peixoto) casou em segundas núpcias com Antonio de Souza Lima, com quem teve mais duas filhas: 4) Maria Luísa Peixoto Sousa c.c. o Sub-Tenente da PM/CE Antonio Nestor Sérgio (filhos: Ana Maria, Ana Lúcia, Sandra e Antonio Sérgio) e 5) Maria Ubeny Peixoto Sousa c.c. José Francalino de Alencar (com desc. no Rio), ambas as famílias residindo no Rio de Janeiro.

Os netos dos seis trinetos do Canela Preta acima citados (nos parênteses) são portanto, seus PENTANETOS.
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2.5. DESCENDENTES DE RITA TEIXEIRA MENDES:
Dª Rita Teixeira Mendes matimoniou-se com Francisco José Alexandrino, passando a assinar-se como Rita Alexandrinho. Desse casal nasceu dentre outros filhos BELISÁRIO CÍCERO ALEXANDRINO (n 20.04.1845 f. Fortaleza ?), que foi o 5º Indentende de Iguatu (1896) e Presidente da Assembléia Legislativa do Ceará e Governador do Estado de 12 a 14 de julho de 1912. Foi o Coronel Belisário que instituiu o Município de Joazeiro do Norte (Lei 1.028 de 22.07.1911).
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IV. DESCENDENTES DE FELIPE BENÍCIO MARIZ (TEIXEIRA MENDES),PADRE CATÓLICO ROMANO:
Não obstante o Padre Felipe Benício ser Padre, egresso do Seminário de Olinda, desenvolveu atividades políticas fervorosas. O eclesiático irmão de João André, que é meu 4º avô, foi Vigário em Viçosa do Ceará (e em outras freguesias), todavia foi em Viçosa, então Vila Viçosa Real das Américas, freguesia de Nossa Senhora da Assunção que o mesmo por volta de 1830-35 passou a viver maritalmente com dª Silvéria Joaquina de Queiroz. Fato que não era incomum dentro os clérigos brasileiros até o final do século XIX. Desse casal nasceram - que se tem conhecimento - dois filhos: Urçulina Queiroz Teixeira e Alexandre Teixeira.
Dª Durçulina Queiroz Teixeira casou-se com Antonio Beviláqua, que era irmão de um dos sucessores de seu pai o Padre José Beviláqua (que também tinha mulher e filhos sendo pai do jurisconsulto Clóvis Beviláqua). De ursulina e Antonio Beviláqua nasceram os filhos:
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1. Angelo Beviláqua (b. 1854) c.c. Luíza Gaspar de Oliveira, dos quais nasceram: Antonio, Maria daPenha, José, Manoel João Benício, Thiago, Fermino, Alexandre e Joviniano.
2. Rachel Queiroz Beviláqua - Não desvendei sua descendência;
3. João Benício Beviláqua c.c. Ideltrudes Beviláqua. Dona Ideltrudes era filha do Padre José Beviláqua e irmã de Clóvis Beviláqua, nascendo desse casal: Branca, Sara, Martiniana (Nenzinha) e Maria Beviláqua c.c. Francisco Vieira e Raimunda (Mundinha Beviáqua) c. c. Antonio dos Anjos Fontenele, que foi a mãe de Francisco de Assis, Gladys, Mirian, Doris e Laisse.
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Os genealogistas, com o umbigo muito preso ao sul do Ceará, desconhecem esse ramo dos Teixeira, e que deixaram seus descendentes, particularmente em Viçosa do Ceará, Granja e Fortaleza. Tão legítimos quando os do Icó e tão queridos por nós, que inclusive temos graus de parentesco, desconhecido até o momento pela grande maioria desses descendentes de Alexandre Teixeira Mendes, já ramificados com as "grandes famílias" do norte do Ceará, incçuindo os Vieira e os Fontenele.
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Texto de Chiquinho Peixoto, elaborado em julho de 2009.
REFERÊNCIAS:
Capítulos de História Colonial (1500-1800), João Capistrano de Abreu. http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2074;
Dicionário Bio-Bibliográfico do Estado do Ceará, GUILHERME STUDARTO feudo - A Casa da Torre de Garcia d'Ávila: da conquista dos sertões à independência do Brasil, Luiz Alberto Moniz Bandeira,OBS: A ausência de sobrenomes Texeira Mendes em Ana, Teresa e Felipe Benício explica-se numa simples razão, tratam-se de registros em livros de anotações de batismo, criados antes do Registro Civil, onde usualmente constam apenas os nomes próprios ou nomes de Batismo.
Uma outra parte dos Teixeira de Icó, encontra-se espalhada pelo sul do Ceará, tendo conhecimento de parentes estabelecidos em Jaguaribe/Ce., a quem agradeceria, se fosse possível e do interesse a remessa da dados para esse Blog.
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Texto reeditado in memoriam de três membros da Casa Teixeira do Icó que faleceram em julho de 2009: Maria Nilce Peixoto Correia Lima (75 anos. f em 25/07) , Fábio Augusto Moreira Aguiar (39 anos, f.; 24/09) e Leonardo Aguiar (f. 24/09, filho de Fábio).http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/895875.html
Dados atualizados em 04 de agosto de 2009, com novos dados enviados por familiares de Gil Teixeira Bastis.