terça-feira, 24 de abril de 2012

CONTO: O MENINO E A BORBOLETA

Muito, muito distante daqui havia uma aldeia. A aldeia ficava no meio das montanhas, rodeada de florestas, riachos, pássaros e borboletas. Ali o sol demorava a chegar pelas manhãs e ia embora logo cedo.

Naquela aldeia havia um menino sonhador.

Ele falava com as matas, com os riachos, com as borboletas.Sempre que o menino queria sonhar ou estava pensativo, ou triste ele saia de sua cabana e ia sentar-se à beira do pequeno riacho.

O menino sonhava em sair da aldeia, visitar, morar em países, em aldeias distantes. Naquela aldeia, pensava, não lhe cabia mais. Estava cansado do dia a dia, das pessoas que só “pensam em nascer, em morrer”. Queria conhecer novas pessoas, brincar com novos amiguinhos, queria saber de novas histórias. Parecia que tudo ali era pequeno!

Certo dia, sentado na beira do riacho, estava calado, pensativo, quase taciturno. Parecia que não ouvia mais o som das florestas, o canto dos pássaros, era como que todo o encanto de sua inocência tivesse se perdido. Estava triste.

De repente, surgiu a sua frente uma bela borboleta, daquelas que somente a magia pode criar.

- O que tens, meu menino, porque estás triste? O que te incomoda?

Perguntou-lhe a borboleta.

- Ah, borboletinha, estou triste porque não posso voar. Não posso ser como você que voa para onde quer, podes conhecer o mundo. Eu nada posso, fico apenas nesta minha aldeia, vendo as mesmas coisas. Queria conhecer o mundo!

A borboletinha, pensou, pensou e lhe respondeu:

- Não fique triste, você também pode ter asas. Sabia? Venha comigo que eu lhe mostrarei uma coisa.

Assim, a borboleta ia voando, voando e o menino atrás dela. Até que chegaram a um campo, na clareira da floresta. Então ela baixando-se, mostrou-lhe uma folhinha verde onde havia botados os seus ovinhos. Não havia mais ovinhos, somente lagartinhas, que se mexiam por sobre as folhagens.

- Veja, são meus filhotes! Não são belos?

Qual susto o menino não tomou, ao ver aquelas lagartinhas. Imaginava que veria uma infinidade de borboletinhas amarelas...

- Isso não são borboletas – disse-lhe, são lagartas!

Ao que ela retrucou.

- São borboletas em fase de crescimento, elas já foram ovos, larvas, crisálidas e em breve criarão belas asas e voarão pelo mundo! Assim são as borboletas, elas passam permanentemente por fases de transformação, até que dia, quando adultas, poderão seguir o seu caminho, voar por outros campos, outras matas, ir para longe, fecundando as flores, ou ficar em sua mata nativa, dando vida à natureza, encontrando sua própria lenda.

O menino encantou-se, com as palavras de sua amiguinha, e assim compreendeu que precisava deixar de ser um casulo resmungão, deixar que as asas de sua imaginação crescessem, assim ele poderia, como as lindas borboletas, voar para onde bem quisesse, livre, e buscar o seu próprio sonho, sua lenda pessoal, mesmo que fossem nas flores de seu próprio quintal, de sua própria aldeia.

Assim, ele voltou alegre para casa, imaginando que a magia do tempo lhe daria asas para voar!.



CONTO CRIADO POR WASHINGTON LUIZ PEIXOTO VIEIRA, COM DIREITOS AUTORAIS NA FORMA DA LEI Nº 9.610, POSTADO INICIALMENTE EM 2011


terça-feira, 3 de abril de 2012

MEMÓRIA: A RUA LARGA DO ICÓ (ENSAIO)

A Rua Larga do Icó, para as gerações atuais, nitidamente da última década, tem se transformado ou se transfigurado na “Praça do Forricó”. 

Um sacrilégio a um dos mais antigos logradouros históricos do Ceará. E embora com novas utilidades na cotidianidade perde a sua memória como a estrada geral do Jaguaribe ou a estrada nova das boiadas, como era conhecida no século XVII ao XIX, quando aos poucos vai sendo apropriada pelas habitações e novas utilidades, tais como o mercado público, depois transferido para o local onde encontra no centro comercial e hoje tomada pela grande Igreja de São José e de todas as festividades de grande monta.


Ela também não pode ser designada de "Largo do Théberge ". Ora, quando o famoso médico Pedro Théberge em Icó viveu no século XIX, aquele espaço já existia há duzentos anos, embora Théberge tenha mandado erguer o Teatro e administrado os melhoramentos da Casa de Câmara e Cadeia.



É certo que os tempos são outros e dos velhos tempos do Gado Bovino, quando era por aquele corredor que havia pouso para os vaqueiros, tropeiros e viajantes, com seus comboios. “Das antigas estradas do Ceará colonial, três são de fundamental importância para a compreensão do papel da pecuária na efetiva ocupação do território cearense: a estrada geral do Jaguaribe, a estrada nova das boiadas e a estrada das boiadas. A primeira seguia todo o rio Jaguaribe, do Icó à Aracati. A segunda partia do Rio Grande do Norte, alcançava o rio Jaguaribe e seguia o Anabuiú”. “Chegando em Quixeramobim. Daí partia em duas direções, uma para o lado de Crateús e a outra para o lado Sobral. A terceira alcançava o médio Parnaíba cruzando o sertão cearense. Partia de Icó, passava por Iguatu, Saboeiro, Tauá até o Piauí”. ²



Foi ao longo dessas estradas que de forma geral seguem as margens dos rios (Jaguaribe, Salgado, Acaraú, etc.) foram se estabelecendo as famílias dos colonizadores primitivos do Ceará (à exemplo do Rio São Francisco) e ao longo dos séculos fixaram a sua moradia, vindos de todos os cantos no Nordeste, de Pernambuco ou da Bahia e mesmo de Portugal. Gente que corajosamente embrenhou-se território adentro diante de todas as intempéries das caatingas e de quantas dificuldades advieram. "Aqueles que se aventuraram na empresa do Ceará eram ao mesmo tempo conquistadores, povoadores e colonizadores. Alguns, aventureiros apenas, mas, a maior parte, indivíduos com uma meta, uma vontade de engrandecer a pátria portuguesa e reviver os heroísmos dos primeiros penetradores do solo brasileiro. Carregavam no sangue a herança dos velhos troncos avoengos, a par de uma fé ardente, tanto no fervor da prática religiosa como na crença de que estavam dando um testemunho de tenacidade e firmeza". ³


Nesses territórios desenvolveu-se a cultura do gado e posteriormente a do algodão, que deram bases econômicas ao Ceará, e forneceram à Europa e Estados Unidos da América algumas matérias primas para a sustentação da revolução industrial.

Nesse contexto foi “a cidade do Icó, elevada à condição de vila em 1738, nasceu onde situava-se o arraial da família Monte com uma função eminentemente ligada ao comércio, pois ocupava uma posição estratégica na trama da atividade criatória. Situa-se a meio caminho entre as pastagens do Piauí, no vale do Parnaíba e o porto do Recife, no cruzamento das duas principais estradas das boiadas do Ceará colonial - a estrada geral do Jaguaribe e a estrada das boiadas – o que acentuou a sua importância na rede urbana em formação. Icó segue a lógica das cidades medievais que surgiram com o incremento do comércio e encontravam-se estrategicamente localizadas no cruzamento de dois caminhos. 

A função comercial de Icó, relacionada em sua origem à atividade criatória, persistiu até à sua estagnação econômica no século XIX. Mesmo com o declínio da economia pastoril em decorrência do surgimento das novas pastagens no sudeste brasileiro, em decorrência das secas de 1777-1778, 1790-1793 e posteriormente, no século XIX, com o aumento da produção algodoeira no vale do Jaguaribe; Icó manteve esta importância”. ²

Desta forma entendo que a Rua Larga merece um resgate de sua memória original talvez se criando ali um memorial ao Vaqueiro, ao gado e ao colonizador primitivo e não se eternizando como a "Praça do Forricó".



REFERÊNCIAS:



1. STUDART FILHO, Carlos. Vias de communicação do Ceará colonial IN : Revista do Instituto do Ceará. TOMO
LI / ANNO LI. Ramos & Pouchain. Fortaleza . Ceará. 1937, citado na obra de Jucá Neto
2. JUCÁ NETO, Clovis Ramiro. No Rumo do Boi - As vilas do Ceará colonial ligadas à pecuária.
3. http://www.angelfire.com/linux/genealogiacearense/index_povoadores.html


Imagem: Montagem de Washington Luiz Peixoto Vieria

quarta-feira, 14 de março de 2012

REMINISCÊNCIAS: VELHAS PROCISSÕES

Hoje vendo esse grafite de Domingos Linheiro, postado no blog Urban Sketchers Brasil¹, bateu saudade da Viçosa do Ceará. Não da cidade de hoje, onde tudo é comércio e ganância, onde os imóveis são "patrimônio histórico" - deixaram de ser "casa" - e as matas foram transformadas em "lotes" com a derrubada das arvores seculares.

Senti saudades da Viçosa de minha infância. Romantismo? Saudosismo? Que seja. Mas bateu saudade daquela “cidade com cara de vila”² onde o rural invadia o urbano, onde não se podia ser outra coisa senão católico romano: A cidade era hegemonicamente católica. Passou-me pela mente uma multidão de pessoas tão queridas que já habitam em outro plano de existência.


Lembrei-me, particularmente, das procissões. Elas, talvez, eram os eventos mais importantes que a cidade contemplava e para onde convergiam todas as energias e atenções de um tempo que não mais existe: Pessoas e Valores.

Era pelo Beco dos Pinhos que a procissão saia. As balaustradas das janelas, todas abertas no casarão vazio, ainda eram enfeitadas ao gosto de Dona Hilda: Colchas de tecidos valiosos ou bordados, vasos de metal prateados, flores, folhas de samambáia, palmeirinhas... Tudo lembrava o Brasil Imperial, daquelas fotos de Alberto Henschel.

Os sinos repicavam anunciando o início da procissão. Os irmãos do Santíssimo enfileirados vestidos com suas opas vermelhas sobre o paletó azul marinho. Meu avô levava orgulhosamente uma das lanternas processionais.

Vários estandartes: do Apostolado da Oração, da Pia União das Filhas de Maria, dos Marianos, da Ordem Terceira de São Francisco. Outrora houvera da Confraria dos Terceiros de Nossa Senhora do Carmo, de São Sebastião e Cruzada Eurarística de São Tarcísio, não as mais conheci.

O padre Martins, com sua “paciência” e seu megafone (com microfonia) pedia a todos que formassem alas: Quase ninguém ouvia aos apelos do sacerdote, bom era ir atrás do andor, ouvindo as marchas tocadas pela velha banda marcial, que já se apelidara de "furiosa”.

E assim seguia o cortejo, Rua de París abaixo. Quase na Praça do Cupido a casa do ex-prefeito Chico Alfredo (onde depois passou ali a morar o memorialista Dr. Edgard Fontenele), o sobrado de seu Chiquinho Vieira e dona Maria Beviláqua. (Quem não lembra da catequista dona Coló Vieira?) Logo adiante as casas do seu Expedito e dona Loura, Dr. Benjamim e dona Creuza (que habitavam o antigo casarão do velho Tristão Vieira e dona Mundoca). Parava um pouco diante da casa de seu Gerardo Pindaíra, e por ali estavam dona Bahia, dona Santa Viera e Ana Maria. Entrava pela Padre Beviláqua (nas procissões dos Passos e Corpus Chisti havia "estações" e altares armados), e logo se via dona Frasquinha Braga e suas filhas e logo adiante dona Mundinha Beviláqua, dona Maria dos Anjos, seu Zezé Fontenele, dona Cocota, dona Eulina e minha avó Luíza com o terço nas mãos, que esperavam ansiosas nas portas de casa o cortejo passar. Do lado dos Correios o jovem casal Socorro e seu Raimundo Monteiro. Já nos últimos tempos passou a morar naquela rua o Professor Regino Carneiro, que foi o Vigário da Paróquia por décadas e dona Gladys, então sua esposa.

Chegava enfim à Praça General Tibúrcio. Uma parada providencial em frente a casa de seu Felizardo Pacheco e dona Elvira (era aí que na Procissão dos Passos, Jesus encontrava-se com Nossa Senhora das Dores e havia o grande sermão). Mais adiante seu Raimundo Silveira e família, dobrava o “quadro da praça”. Logo à esquina seu José Maria e dona Ioneida (depois passando a morar dona Maria Celeste), dona Lídia e seus irmãos Jonas e Isaías. Não podia deixar de passar na frente da casa dos “Coelhos”onde moravam dªs Silvinha e Mariazinha, de seu Zé Mamade e dona Raimunda e dos “Castro” com dona Mundinha já idosa, nem na casa de seu Chico Dô e dona Francisca, dona Júlia e Maria Aires, do seu Sebastião Nogueira e dona Júlia, do seu Loiola e dona Maria Magalhães, dona Rosa Victor (depois passando a morar nesta casa seu Juarez e dona Maria Alice), dona Gilberta e Ida Pacheco, famosa cantora da Igreja e dedicada paroquiana, Francisco Pacheco e Lourdes. E mesmo não ficando no riscado do itinerário dona Maria dos Prazeres não deixava de enfeitar as suas janelas.

Eram as ruas de procissão.

Subia a Lamartine Nogueira: Sobrado do seu João Mapurunga, a casa do seu Chico Leocádio e dona Virgília, de portas cerradas, mas como lembrança de que ali habitara uma família, as casas de seu Eduardo Mapurunga e dona Maria Carneiro, seu Jonas e dona Mundinha Pacheco e sua filha Olga, seu Zé Figueira e dona Belinha, dona Valda e seus filhos, dona Ritinha e seu Raimundo Gondim (do hotel Sayonara, certamente uma recordação dos Japoneses que estiveram na mina da Pedra Verde), dona Mementa (a conhecida "Parenta" de todos nós). E, na calçada de seu Dedé e dona Izaura muita gente à espera (Maricôca, Domitila, Mário e France). E, logo em frente seu Gerardo Magalhães e dona Magnólia. Andando mais um pouco via-se as casas de dona Clécia, de dona Maria Dantas, dona Constância, seu Antonio Belchior e dona Mariínha, seu Juca e dona Nilza, seu Sebastião Dantas e dona Terezinha, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (que um dia fora a sede do Patronato), de seu José Jonas e dona Frasquinha, dona Neném Batista, dona Maria Ribeiro, Vitória Pinho, filha de Maria que arrumava os altares da Matriz no dia-a-dia, colocando flores no Santíssimo (era a sua vocação).

E, no momento de grande espera, chegava-se à casa das “Batistas”, onde estavam as amáveis Clódis e Alice, sempre com velhas novidades em sua decoração católica e barroca - era ali que os andores eram preparados (pena que a casa foi demolida!). Na Procissão de Corpus Chisti armavam um belo altar-oratório; dona Luzia Pacheco, seu Zé Miranda e dona Florinda (com certeza a habitação de arquitetura original mais Brasil-Colônia da cidade) e suas filhas: Júlia que preparara os anjos, Maria e Francisca. Mais uma caminhada chegava-se, afinal, na Praça da Matriz.

Já no "quadro da Matriz", com todas as suas casas festivamente de portas e janelas abertas, algumas com ricas colchas ou toalhas nos parapeitos das janelas, via-se (e alguns se vê): Dona Miriã e seu Miguel, dona Mair e Chiquinho Mapurunga, dona Chichica, dona Maria Luiza Fontenele e seu Antonino; Casas do seu Sousa e dona Raimundinha, dona Emília, já viúva, seu Ozéas e dona Vânia, o Coronel Chico Caldas e dona Eglantine, seu Silvino Holanda e dona Maria Xavier, seu Onezindo Pacheco e dona Regina, dona Margarida e suas irmãs Mundinha e Maria Rocha, seu Oliveira e dona Rosilda, dona Maricota e seu Pindaíra (lembro-me ainda de dona Mariínha), dona Anita Braga e seu Jorge, dona Nini Gouvêia e seu Assis Pindaíra, casa dos “Benícios”e o nosso querido Dr. Ednird e Hozana, Dr. Edvard e dona Marieta, Nonón e Carmelita Bizerril, o sobrado da dona Marcela Fontenelle e Mundinha Paulino (sua gatinha "Treslinda" escondera-se com medo dos fogos) e novamente a Casa dos Pinhos, (que na verdade é um conjunto de habitações interligadas dos herdeiros do coronel Felizardo de Pinho Pessoa) tão vasta como um palácio: Hoje a chamam de "Solar".

E enfim a apoteose, com toda a multidão reuinida diante do patamar sobre o alarido dos sinos e dos foguetes e o cheiro de incenso. Toda a comunidade, urbana e rural, em êxtase diante do divino que parecia por ali pairar. Até os mosquitos, como que por milagre, voavam sobre a cabeça da Vigem da Assunção, fazendo-lhe a coroa, naquelas ave-marias.

Era a Viçosa Católica, tinha um quê de Pio XII, ou de uma Roma sob os trópicos. Eram as procissões de minha amada Viçosa, que o vento levou...


1. Imagem postada o blog: http://brasil.urbansketchers.org/2012/02/vicosa-do-ceara.html
obs- O texto não pretende elencar todas as pessoas e casas, foi feito de memória, porém tentar resgatar um determinado período histórico (década de 60/70) em que o autor por ali viveu e as pessoas do "polígno" das procissões presentes em sua lembrança ou pelo menos a memória de outras que não conheceu mas que ouvira falar, mesmo com suas casas com outros propritários.




2. Expressão de Valdemir Pacheco em seu livro "Tragédia da Tabatinga".

Procissão do Menino-Deus em 1º de janeiro 2011

Texto com algumas inclusões de pessas em 24/3/2012, às 6h30m


quinta-feira, 29 de abril de 2010

SÉRIE TRIBUTO - IRMÃ LÚCIA VIEIRA, FILHA DA CARIDADE, MISSIONÁRIA DO CAICÓ E DOS SERTÕES DO SERIDÓ.


Irmã Lúcia Vieira, chegou a Caicó em 1953, em conjunto com outras três irmãs de Caridade. Tinham como missão dar vida ao Abrigo e Dispensário Professor Pedro Gurgel, fundado a 16 de agosto de 1946 por Mons. Walfredo Gurgel, com a cooperação da Diocese, mas que até aquele momento ainda não entrara em atividade.
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O grupo inicial de religiosas eram: Irmã Severina Borba, primeira superiora(1951), Irmã Maria Dutra e Irrmã Lucia (1953), Vieram em 1954 e 1956, para complementar as pioneiras, a Irmã Vicência Nogueira (1954) e a Irmã Rosalie Santos (1956). Todas, com exceção da Irmã Lúcia, já encontam-se na casa do Pai.

A idéia da construção do Abrigo veio da Diocese de Caicó “preocupada com o grande número de idosos e de mendigos abandonados, resolveu pedir as Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, para se responsabilizarem por essa obra caritativa conforme o seu carisma, com a finalidade de levar a todos um conhecimento e crescimento cristãos”.
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Naquela época o bairro da Paraíba, onde fica o abrigo, era um ermo distante e árido co centro comercial da cidade. E ali o abrigo ficara esquecido, com seus idosos e suas irmãs, com falta de recursos humanos e materiais, o que a levou em ato inédito, á Rural de Caicó, onde expuseram a dramática situação em que viviam os idosos. No dia seguinte, naqueles idos anos 50, choveram donativos ao abrigo e nunca mais o povo de Caicó os esqueceu: Era a Providência Divina?
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Foi naquele bairro e naquele abrigo que Irmã Lúcia desenvolveu e desenvolve por quase 60 anos o seu apostolado e sua missão de Filha da Caridade junto aos pobres, particularmente aos mais pobres.
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Tanto o é que há uma opinião formada que "Como um sentimento de verdade, há uma crença no Bairro Paraíba, de Caicó, de que Irmã Lúcia nunca morrerá. Ela apenas se encantará, um dia, sob o manto de nossa Senhora das Graças e de lá continuará a olhar e encaminhar para todo o bem, os filhos e filhas deste bairro e cidade. Caicó deve muito a esta senhora, pois como educadora já formou dignamente para servir a nossa sociedade, vários cidadãos de bem, que como pais, mães e em várias profissões, das mais simples as mais complexas, em toda parte do mundo, trazem na lembrança e na condução de suas vidas, os seus ensinamentos. O maior adjetivo que define esta mãe, é a de que ela é uma autêntica reprodutora do amor de Deus. Que nós possamos tê-la por muitos anos, pois seus ensinamentos, exemplos de humildade, perseverança e fé, a nós serve de lição e conforto para que compreendamos que é possível sim, olhar sempre e estender a mão a aqueles que de nós precisam de pelo ao menos, um sorriso". http://www.robsonpiresxerife.com/blog/notas/abrigo-60-anos-de-fundacao-uma-homenagem-a-irma-lucia/
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Como presença pastoral das irmãs, distingue-se a difusão das Medalha Milagrosa e sua festa a cada 27 de novembro de cada ano, na capela do abrigo, tornou-se paulatinamente um evento religioso devocional.
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Ali de tudo irmã Lúcia tem sido: Assistente social, enfermeira , confidente, professora, diretora da instituição e de escola, cuidadora de idosos, ecônoma, relações públicas, ministra da eucaristia, sacristã... Dorme pouco – aliás, dorme em pé – acorda a qualquer hora da noite para acudir os velhinhos a quem procura, reza com suas co-irmãs a liturgia das horas e obrigatórias da comunidade nas horas canônicas e com sua irmã Honorina todos os dias, após o almoço, um terço, como aprendera há muitos anos com seu pai, que era devotíssimo de Nossa Senhora. Visita os doentes, encomenda os mortos, distribuí donativos aos necessitados, e como não bastasse dá plantão na portaria do abrigo aos sábados à tarde. Não pára! Com seus 84 anos, ativa e lúcida é uma perfeita Filha da Caridade, em sua maior expressão. Uma digna filha de São Vicente e Santa Luísa.
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De pequena estatura, Irmã Lúcia, que na vida civil é Maria Amélia Vieira, e na intimidade da família é Amelinha, nascida na Rua da Cruz, em Viçosa do Ceará, em 14 de março de 1926 é a segunda filha de Francisco (1898 - 1975) e Luíza Vieira (1905 1978). No ano de 1939 toda a família mudou-se para a casa da rua Padre Beviláqua, onde vivem até os dias duas de suas irmãs, Neném e Carmélia, e é o referencial da família, onde estão guardadas as suas lembranças e seus sonhos.

Professora primária, catequista e integrante da Pia União das Filhas de Maria, em Viçosa, onde tudo corria em torno da Igreja Católica, logo surgiu sua vocação religiosa, ingressando aos 19 anos na Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, sendo seu postulantado e noviciado realizado na Cidade de São Benedito, Ceará. Terminado este período foi enviada pela Província de Fortaleza das Filhas da Caridade, para Caicó, no Rio Grande do Norte, de clima, quente e seco, bem diferente da serra da Ibiapaba, de clima frio e úmido, onde nascera e crescera. Mas “o amor de Deus e sua providência” a ajudaram a ambientar-se tão bem aquela terra que se tornou símbolo, procurada pelo povo simples e pelos detentores do poder.

Um tempo destes, lá em Viçosa, percebemos que não tinha mais a plena visão em um de seus olhos, e uma de suas irmãs lhe perguntou:

- "Amelinha, você não nos contou de seu problema nos olhos.... "

Ao que ela respondeu, de imediato:

- "De que me valeria o voto de pobreza, se eu me lamentasse das minhas pobrezas e minhas limitações. Aceito-os como graça de Deus!"
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Imagem 1- Montagem
Imagem 2- Irmã Lúcia, seus pais , sua irmã e seu sobrinho, que edita este Blog.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

SÉRIE RAÍZES - OS TEIXEIRA DO ICÓ (REEDIÇÃO)


Os Teixeira, em Icó, tem sua presença desde os tempos da formação da Vila e a expansão do gado bovino pelo Nordeste brasileiro nos séculos XVII e XVIII. Como marco histórico desse clã o antigo sobradão colonial onde hoje abriga o projeto Núcleo de Música Sobrado Canela Preta.

Tiveram fortes momentos de hegemonia política no Icó e toda a região sul do Ceará, início do Século XIX, durante o Primeiro Reinado (1822-1831) e guerras da Independência do Brasil, tendo após a abdicação de D. Pedro I (1831), perseguições sobre seus principais cabeças, por parte do governo provincial do Ceará, na pessoa de José Martiniano de Alencar (1794-1860), liberal, derivados dos conflitos da Confederação do Equador (1824), nas quais os Teixeira participaram ativamente - inclusive mudando de lado - e figuraram como principais oponentes as forças liberais-republicanas. As modificações políticas do Segundo Reinado, particularmente o perído regencial (1831 - 1840), derrubaram a hegemonia desse clã, resultando na condenação de João André à pena de morte que foi comutada em pena de degredo, por 20 anos, na Amazônia.

Dentre os célebres membros dessa casa, figuram os irmãos Felipe Benício Mariz, sacerdote católico e o Tenente-coronel João André Teixeira Mendes, o “Canela Preta”, membros da famosa “Comissão Matuta” que mandou para o paredão de fuzilamento quatro ex-confederados do Equador, episódio que figura num trágico episódio da Independência do Brasil e conflitos posteriores, com vasta bibliografia sobre o assunto.


I) ORIGENS:

Sobre a origem dos Teixeira de Icó há duas versões, que as pesquisas científicas da genealogia atual desvendam com dados menos míticos:

a) A primeira versão vem do Barão de Studart (1856-1938) - Dicionário Biobibliográfico Cearense (Barão de Studart) publicado em 1910 e João Brígido dos Santos (1829-1921), relatado em Antologia de João Brígico p. 566, http://books.google.com.br/books?id=tbENAQAAIAAJ&q=jo%C3%A3o+andr%C3%A9+teixeira+mendes&dq=jo%C3%A3o+andr%C3%A9+teixeira+mendes os clássicos historiadores do Ceará, ambas as obras republicadas várias vezes, e que dão bases e pistas para a reconstrução atual. Para esses autores os Teixeira originam-se da Bahia e chegaram aos sertões da Paraíba e do Ceará, na condição de Sesmeiros e também de arrendatários de fazendas da Casa da Torre de Garcia D’Ávila no século XVII e XVIII. Portanto, como pioneiros na expansão do gado.

A chamada Casa da Torre foi uma importante empresa da família, os D’Ávila, originados a partir de DIOGO ÁLVARES CORREIA "Caramuru (1475-1557), estabelecidos na Bahia que empreenderam as chamadas “bandeiras” pelo território nordestino, conquistando terras a todo e qualquer custo, inclusive com vidas dos indígenas, dado a expansão do gado bovino, originário da índia, a partir de 1679 a 1730. O herdeiro da Casa da Torre no fim do século XVI foi Francisco Dias de Ávilla. http://www.casadatorre.org.br/
“Que a casa da Torre, aquela época, penetrou os sertões do Nordeste é praticamente certo. Após margear o rio São Francisco, ligando a Bahia ao Piauí e avançar na direção norte até alcançar jacobina, ela tomou o rumo oposto às suas primeiras expedições e atravessou a serra do Araripe, descendo o rio Salgado até chegar ao Icó, de onde seguiu para o Rio do Peixe”. Porém, a colonização dos sertões de Pernanbuco, Siará Grande e Parayba deu-se muito tardiamente com relação ao restante dos territórios coloniais, e requereu a dizimação muitas de tribos indígenas, conforme noticia Capistrano de Abreu, in Capítulos da História Colonial.
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Segundo o pesquisador paraibano Wilson Seixas “ Foi essa certamente uma das rotas de penetração da Casa da Torre por onde durante anos importantes parte do território paraibano começo a receber as primeiras sementes de gado com que fundam as primeiras fazendas e currais”. In O feudo: a Casa da Torre de Garcia d'Ávila : da conquista dos sertões à independência do Brasil.
Isso levou a aristocracia baiana a ser detentora de quase um terço das terras dos sertões da Paraíba e foi sujeitando-se a essa poderosa oligarquia os sesmeiros, dentre eles os Teixeira que adentraram os sertões dos Icó. Figuraria dente esses sesmeiros Alexandre Teixeira Mendes.Dentro dessa ótica, portanto, os Teixeira remontariam ao século XVII.

b) A segunda versão mais atualizada consiste na pesquisa de Francisco Augusto de Araújo Lima – 2001, na obra Famílias Cearenses que desfez o imbróglio do Barão de Studart e do João Brígido dos Santos e colocou a sua verdadeira naturalidade no Famílias Cearenses 1, 2001, páginas 307 / 315, segundo explicações do próprio autor.
O tronco inicial dos Teixeira-Mendes, objeto desse artigo é Alexandre Teixeira Mendes, que segundo o autor citado acima é nascido por volta de 1723. Natural da Freguesia de Canaveses, Concelho de Valpaços, distrito de Vila Real, Portugal. http://www.mapadeportugal.net/concelho.asp?c=1712.
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Chegando ao Brasil, via Paraíba, casa-se por volta de 1753 com Tereza Maria de Jesus, natural de Nossa Senhora das Neves da Parayba (a atual João Pessoa). Ao que tudo indica esse casal terá os seus filhos em Patos, também na Paraíba, onde já se tinham estabelecido, como sesmeiros, possivelmente ligados à Casa da Torre, seus parenetes Paulo Mendes de Figueiredo e sua mulher Maria Teixeira de Melo, considerados os fundadores de Patos , de forma que em 21 de março de 1766 - em conjunto com outro casal de fazendeiros - doaram o patrimônio para a fundação do que seria futuramente a freguesia de Nossa Senhora da Guia.
Com o passar dos anos a segunda geração passará a habitar no Icó, Ceará, onde foram registrados alguns casamentos desse clã, ora na Igreja de Nossa Senhora da Expectação e um, excepcionalmente, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário, então capela.
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II) ESBOÇO GENEALÓGICO:
Do casal Alexandre T. Mendes e Tereza Maria de de Jesus, constam, em registro, os filhos:
1) Luciana Maria do Rosário (n +- 1754 ____) , que casou-se com Venceslau Lopes de Andrade (n.+-1752 ____);
2) Francisco Teixeira Mendes (n. +- 1755____) que casou-se com Maria José dos Milagres, pais de Ana Joaquina de Jesus (casou-se em 1809, na Matriz do Icó), Manoel Alexandre Teixeira Sobrinho, que casou-se em 25.09.1804 com sua prima Ana Macedo de Jesus Maria; e Maria Demétria do Coração de Jesus, que casou-se com seu primo João André Teixeira Mendes em 06.07.1803.
3) Manoel Alexandre Teixeira Mendes (n. +- 1756 ___) , que casou-se em 16.04.1776 na Matriz do Icó com Maria Catarina Sebastiana de Arendes (batizada em 06.07.1758).
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Maria Catarina Sebastiana de Arendes, era filha natural do capitão Antonio de Melo Falcão, filho de Luiz Marreiros de Sá e Brites Maria de Melo Falcão, naturais do Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco faleceu em Icó, segundo o mesmo autor, em 06.06.1758 e de Maria José de Brito, também Pernambucana, filha de Domingos de Brito Fiúza da Villa de Alagoas (a atual Maceió) e de Maria Barbosa, natural de Ipojuca, Pernambuco. Porém tinha como pais de criação o Tenente-Coronel Antonio Fernandes Bastos e Cosma Maria, residentes no Bom Sucesso da Soledade, onde tinha sido criada como filha desde o nascimento, tanto o é que esse casal foi o padrinho de batismo de seus dois filhos Teresa e Felipe Benício, o que prova as relações de família. Figuram como ancestrais do casal Antonio de Melo e Brites o legendário Jerônimo de Albuquerque e Maria do Espírito Santo Arcoverde, assim, pois os Teixeira do Icó, descendem dos primeiros colonizadores do Nordeste brasileiro.
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Do casal o coronel Manoel Alexandre Teixeira Mendes e Maria Catarina Sebastiana de Arendes, nasceram os filhos:
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1) João André Teixeira Mendes, nascido em 17.03.1771 e falecido por volta de 1864. Casou-se com sua prima Maria Demétria do Coração de Jesus, filha de seu tio Francisco Teixeira Mendes. Tenente-Coronel, de onde surgirá o apelido de “Canela-Preta” que a historia levará para o restante da família, numa forma de designar os Teixeiras descendentes dessa “rama” genealógica.

2) Ana Macedo de Jesus Maria, (Conhecida como Ana Maria Mendes ) n. 28.06.1776 e falecida em 1809) . Casou-se duas vezes, a primeira com Antonio Fernandes Pereira (natural do Concelho de Valpaços, Portugal) em 1798, enviuvando em 1804, casa-se, em segundas núpcias com seu primo Manoel Alexandre Teixeira Sobrinho, em 1804, filho de seu tio Francisco Teixeira Mendes.
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3) Tereza, nascida em 11.02.1777, que o gealogista não encontra descendência;
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4) Felipe Benício Mariz, nascido em 22.08.1779 e falecido por volta de 1837 (2), cujo nome de batismo é uma homenagem ao Santo do dia de seu nascimento, São Felipe Benício (1233), como era costume na época, já num sinal da "vocação" do nascituro. Foi ordenado padre, em Olinda, por volta de 1801/1801, mas deixará descendência na Villa Viçosa Real, uma vez que viveu com Silvéria Joaquina de Queiroz (?) - nome revelado na atualidade - possivelmente originária da Vila de São José de Aquiraz/CE, onde ele exerceu entre 1921 a 1923, temporariamente, seu ministério sacerdotal ou mesmo de Icó, necessitando de presuisa mais aprofundada.
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III) ESTUDO GENEALÓGICO ELABORADO POR FRANCISCO PEIXOTO (CHIQUINHO PEIXOTO EM JULHO DE 2009), COM ACRÉSCIMOS DE WASHINGTON PEIXOTO.
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1. DESCENDENTES DE ANA MARIA MENDES: Surge daqui o ramo de família Fernandes.

FILHO (do primeiro casamento de Ana com o bragantino João Antonio Fernandes Pires, o Marinheiro Fernandes): ALEXANDRE FERNANDES PIRES (Marinheiro Alexandre), ex-intendente de Icó, c.c. Mariana Fernandes, dos quais descenderam:

NETOS: Euclides, Leocádia, Antonieta, Lucíola, Cristina (ascendente de Horácio Nogueira de Queiroz, c.c. Adélia Nogueira, pais de Zuleica Nogueira Fernandes, c.c. o primo Newton Nogueira Fernandes) e ALBERTO FERNANDES (Alberto Marinheiro), c.c. Ester Nogueira Caminha, de quem são filhos:

BISNETOS: NEWTON NOGUEIRA FERNANDES (ex-Prefeito de Icó em dois mandatos – 1955-59 e 1963-67, pai de Paulo César, Marúzia, Horácio e Marília)), José Alberto, Marcelo, Jairo, Maurício, Ivan, Ieda, Zélia, Lígia e Iara, (sobrinhos-bisnetos do Canela Preta; os descendentes destes são, portanto, sobrinhos-trinetos do Canela Preta).
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2. DESCENDENTES DE JOÃO ANDRE TEIXEIRA MENDES (CANELA PRETA), c.c. a prima Maria Demétria do Coração de Jesus, filha de seu tio Francisco Teixeira Mendes, acima citado.

FILHOS: Joaquim Inácio, Antonio, RITA (TEIXEIRA MENDES) ALEXANDRINO, JOSÉ OLÍMPIO TEIXEIRA MENDES, Ana, CÂNDIDA TEIXEIRA (MENDES) BASTOS, Maria, FRANCISCO TEIXEIRA MENDES e JOÃO ANDRÉ TEIXEIRA MENDES JÚNIOR. Veremos apenas os descendentes dos CINCO filhos que estão em destaque:

2.1. Desdendentes de JOSÉ OLÍMPIO TEIXEIRA MENDES (filho de João André): Celina, Telêmaco e COSMA ALEXANDRINA DE LIMA. Esta casou na família com Manoel Olímpio Teixeira e tiveram 8 filhos, a saber:

BISNETOS: JOAQUIM OLÍMPIO TEIXEIRA, Francisco, Luis, Josefa, Venâncio, Francisca, Liberalina e JOSÉ OLÍMPIO TEIXEIRA. Veremos apenas os descendentes de Joaquim e José Olímpio.

TRINETOS:

Filhos de JOAQUIM OLÍMPIO TEIXEIRA, c.c. Maria Luisa Alves (Dona Lulu, irmã de Francisco Maciel, da Fazenda Cajueiro): (1) MANOEL OLÍMPIO TEIXEIRA, c.c. Adélia Alves Maciel (filha do fazendeiro Francisco Maciel, acima citado), pais de Maria Orieta, Maria Orineide, Mário (pai de Emanuel Messias, Ijataquara e \Sumara Martins Maciel), José Maurício e Francisco Marilton; e (2) QUÍNZIO OLÍMPIO TEIXEIRA, c.c. Odete Olímpio Teixeira, pais de Írio, Ivan e Ivone Olímpio.
Os filhos de Manoel e Quínzio são, portanto, tetra-netos do Canela Preta; e os filhos de Mário, José Maurício e Francisco Marilton, seus pentanetos.

Filhos de JOSÉ OLÍMPIO TEIXEIRA, c.c. Maria Alves Carneiro (2ª. núpcias): (1) FRANCISQUINHA OLÍMPIO, c.c. Rafael Holanda, pais de Ana Néri, Ana Núbia, Ana Lícia, Ana Nívea, Ana Neyle e Rafael Filho Olímpio Holanda (o Deinha, c.c. Alcineide Costa, pais de Marcílio, Rafaela e Rafael Neto); e (2) LUIS OLÍMPIO.
Da mesma forma, os filhos de Francisquinha e Luis Olímpio são tetra-netos do Canela Preta; e os filhos destes, seus pentanetos.
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2.2- DESCENDENTES DE JOÃO ANDRÉ TEIXEIRA MENDES JÚNIOR (filho de João André), que casou com Raquel Teixeira Mendes (Raquel Delfina da Conceição), com os seguintes descendentes: João André (o terceiro), Raimundo, Liberalino, Alcino, José, Jovina, Dursulina, Maria, Ana, Antonia, RITA e Francisco André, dos quais nos interessa apenas RITA TEIXEIRA MENDES, que casou com Manoel Joaquim Teixeira Pequeno e tiveram os filhos:
BISNETOS: Leandro e ANTONIO TEIXEIRA PEQUENO, tendo este casado com Maria Antero Pequeno, dos quais nasceram os filhos:

TRINETOS: Manoel, Alberto (Padre), Afonso (Padre), Plínio, Leopoldo, Ana Romana, Suzana, Petra, Marieta, Lídia, ANTONIO (Toinho Teixeira, o antigo proprietário do sobrado demolido e reconstruído, onde hoje funciona a Câmara de Vereadores), ÁUREA, PEDRO e MARCIAL TEIXEIRA PEQUENO. Este casou com Ana Dias Pequeno (Donaninha), filha de José Frutuoso Dias Filho e Joana Isabel Dias, a DONA JANOCA de Icó, líder conservadora e anti-aciolina, nascida em 08.0l.1848 e falecida em Cedro em 06.09.1935, onde está sepultada. Foram irmãos de Dona Janoca: José Frutuoso, Águeda e Maria da Glória Dias Pequeno (a do sobrado das seculares tamarineiras da antiga Rua das Almas, onde hoje reside Francisquinha Olímpio), e Francisco, João e Manoel Vieira Dias.

TETRANETOS:

São filhos de ANTONIO (Toinho Teixeira), c.c. Maria Albuquerque Pequeno: Olavo, Afonso, Antonio, Cecília, Maria e Plínio.

São filhos de ÁUREA (c.c. o farmacêutico e líder político Ilídio Sampaio, que dá nome a histórico logradouro de Icó): ANÍSIO SAMPAIO, ex-prefeito de Icó (1947-51) e outros irmãos.

São filhos de PEDRO (c.c. Maria Cecília): Luis, Maria, Luisa, Fernando Pequeno (o pintor de telas em nanquim dos casarões e sobradões de Icó), Pedro Alberto, Estefânia, Margarida, Maria Suzana e Raimundo. A mancha negra que existia numa das pernas de João André, e que lhe valeu o apelido de Canela Preta, repetiu-se geneticamente neste descendente.

São filhos de MARCIAL (c.c. Donaninha Dias Pequeno, como vimos atrás): Marcial Dias Pequeno (jornalista, ex-Ministro de Estado, com descendentes no Rio de Janeiro), Joana, Inês, Ana (casou com Eduardo Sabóia de Castro, de quem são filhos Maria Anice, Marcial e Ana, esta casada com o empresário de transportes de cargas Francisco Alves de Lima, o Tatica), Maria Dias (a Diquita, que casou com Expedito Celedônio, s/ desc.), Maria e José.
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2.3. DESCENDENTES DE CÂNDIDA TEIXEIRA BASTO (filha de João André), que casou com Antonio Fernandes Basto (neto de Francisco Teixeira Mendes, que era tio do Canela Preta), com quem teve os seguintes filhos: 2.3.1. Joaquim Teixeira Basto; 2.3.2. José Teixeira Basto; 2.3.3. Manuel Teixeira Basto; 2.3.4. Maria Teixeira Basto; 2.3.5. Cândida Fernandes Bastos e 2.3.5. Antonio Teixeira Basto.
Filho 1 - 2.3.5 (conforme acima referido) Antonio Teixeira Basto c.c. Maria Medeiros Bastos, nasceu no Icó-Ce em 17/05/1891.
2.3.5.1. - GIL TEIXEIRA BASTO, casou-se em 29/04/1914, com a Jaguaribana Maria Cecília Mourão Pinheiro a qual passou a assinar MARIA CECÍLIA MOURÃO TEIXEIRA. Foi Tabelião e Músico. Filhos:
2.3.4.1.1. Gilberto Mourão Teixeira, já falecido era casado com Anaide de Oliveira Teixeira, com quem teve os seguintes filhos: Gilberto Moacir de Oliveira Teixeira, Moema Lúcia de Oliveira Teixeira(falecida), Neyara Helena Teixeira Portolese, Ricardo Jandui de Oliveira Teixeira e Fernando Juari de Oliveira Teixeira e Carlos Iberê de Oliveira Teixeira;

2.3.4.1.2-Enedina Teixeira Barreira, já falecida, casada com João Augusto Barreira, com quem teve os seguintes filhos: João Walder Teixeira Barreira, José Edisio Teixeira Barreira, Ernane Teixeira Barreira(falecido), Maragarida Maria Barreira Costa, Vera Lucia Barreira Uchoa, Renê Teixeira Barreira, Silvio Roberto Teixeira Barreira, Silvia Maria Barreira Chaves, Paulo de Tarso Teixeira Barreira e Tania Maria Barreira Ponte;

2.3.4.1.3-Eneida Teixeira Bezerra, já falecida, casada com Apparicio Bezerra de Figueiredo, com quem teve os seguintes filhos: Iara Teixeira Bezerra, Itamar Teixeira Bezerra, Ubirajara Teixeira Bezerra e Ubiraci Teixeira Bezerra;

2.3.4.1.4- Gilmário Mourão Teixeira, casado com Maria Teresa de Barros Teixeira, com quem teve os seguintes filhos: João André de Barros Teixeira, Alexandre de Barros Teixeira, Eduardo de Barros Teixeira e Cláudio de Barros Teixeira;

2.3.4.1.5- ENILCE TEIXEIRA GUEDES, casada com Manuel Valcascio Guedes de onde surgiu os filhos, netos e bisnetos: FILHOS: Giovanni Teixeira Guedes, Maria Lúcia Guedes Sampaio, Paulo Vagner Teixeira Guedes, Maria de Salete Teixeira Guedes e Maria Helena Teixeira Guedes; NETOS: Paulo Giovanni Pinheiro Teixeira Guedes, Manuel Valcascio Guedes Neto, Daniel Pinheiro Teixeira Guedes, Tiago Pinheiro Teixeira Guedes, Giovanna Perdigão Teixeira Guedes, Luciana Guedes Sampaio Porto, Carlos Eduardo Guedes Sampaio, Ciro Guedes Sampaio, Ana Paula de Freitas Teixeira Guedes, Paulo Wagner de Freitas Teixeira Guedes, Lucia Elizabeth de Freitas Teixeira Guedes(falecida), Enilce de Freitas Teixeira Guedes, Maria Cecília de Freitas Teixeira Guedes, Katia Maria de Freitas Teixeira Guedes, Larissa Guedes Albuquerque, rafael Guedes Albuquerque, Gil Artur Guedes Diógenes, Artur Cesar Guedes Diógenes, Aloisio Diógenes Neto e Yathiaia Teixeira Guedes Diógenes; BISNETOS: Neyara Helena Bezerra Guedes Diógenes, Paulo Vagner Teixeira Guedes Diógenes, Caio Fábio Sampaio Porto, Ana Carla Sampaio Porto, Artur Antonio Teixeira Diógenes de Oliveira, Nezon Guedes Diógenes, Alexandre Guedes dos Santos, José Carlos Teixeira Guedes..., Pedro Luis Teixeira Guedes Brito, Ana Beatriz Porfírio Guedes, Samuel Albuquerque Freitas, Maria Beatriz Albuquerque Freitas, João...Teixeira Guedes e David...Teixeira Guedes.

2.3.4.1.6-Gilvandro Mourão Teixeira, casado com Cleonice Mourão Teixeira, com quem teve os seguintes filhos: Moacir Flávio Mourão Teixeira (falecido), Luciano Mourão Teixeira, Maria Célia Teixeira Merighi, Roberto Mourão Teixeira, Marta Maria Mourão Teixeira dos Santos(falecida) e Maria do Socorro Mourão Teixeira;

2.3.4.1.7- Gildardo Mourão Teixeira( falecido)

2.3.4.1. 8-Gilvar Mourão Teixeira, (falecido), casado com Maria Eunides Cavalcante Teixeira, com quem teve, Fernando Antonio Cavalcante Teixeira;

2.3.4.1.9- Gilbraz Mourão Teixeira, (falecido) casado com Rita Maria Costa Teixeira, com quem teve os seguintes filhos: Carmem Cecilia Costa Teixeira e carla Costa Teixeira;

2.3.4.1.10- Maria Enaide Mourão Teixeira Bezerra, (falecida) casada com Guilherme Bezerra de Figueiredo com quem teve os seguintes filhos: Maria Teresa Teixeira Bezerra de Figueiredo, Marcia Bezerra gadelha Lopes, Sandra Teixeira Bezerra, Marcos Teixeira Bezerra e Cristiane Teixeira Bezerra(falecida);

2.3.4.1.11- Maria Enir Teixeira Albuquerque, casada com Faustino Albuquerque Sobrinho, com que teve os filhos: Augusto Teixeira de Albuquerque e Leonardo Teixeira Albuquerque;

2.3.4.1.12- Gilnei Mourão Teixeira, casado com Cely Barbosa Teixeira, com quenm teve as filhas: Tatiana Maria Barbosa Teixeira(falecida), Luciana maria Teixeira de Sousa e Adriana Maria Barbosa Teixeira;

2.3.3.1.13- Gilson Mourão Teixeira, casado com Marly Pinheiro Teixeira, com quem teve os filhos: Samya Pinheiro Teixeira, Patricia Pinheiro Teixeira Magalhães e Marcelo Pinheiro Teixeira;

2.3.3.1.14-Maria Enaise Teixeira Lins, casada com Gilberto Lins de Sousa, com quem teve os seguintes filhos: Paulo Sérgio Teixeira Lins, Carlos Augusto Teixeira Lins e Gilberto Lins de Sousa Filho;

2.3.3.1.15- Maria Enilce Mourão Teixeira(falecida)

2.2.2.1.16- Gil Teixeira Filho, casado com Rosa Carmem de Vasconcelos Teixeira, com quem teve os filhos: Ana Claudia Teixeira Viana, Maria Cecilia Teixeira Barreto Lima, Alexandre de Vasconcelos Teixeira e daniel de Vasconcelos Teixeira.
OBS. Dados dos descendentes de Gil Teixeira Bastos, fornecidos pela família.
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F2 -2.3.5.2. NESTOR TEIXEIRA BASTOS, ex-Tabelião do 2º Cartório de Icó, c.c. Maria Isabel Alencar Teixeira, com os seguintes descendentes:
TRINETOS: 2.3.5.2.1. Ana Teixeira Bastos (Donana) c.c. Cícero Sá Pereira; filhos: Cícero Cesar e Teresa Neuma); 2.3.5.3.2. Suzana Teixeira Bastos c.c. Diomedes Lins; filhos: Kátia Helena, Ana Magnani, Isabel, Kelma, Ivana e Nestor); 2.3.5.2.3. Enedina Teixeira Bastos c.c. o agro-pecuarista Antonio Maciel; filhos: Ricardo, Renê, Rubens, Reuben e Mara Núbia); 2.3.5.2.4. Francisca Teixeira Bastos (Francisquinha) que casou, ele em segundas núpcias, com Cícero Sá Pereira e JOEL (descendentes em Fortaleza). Os filhos citados nos parênteses são, portanto, tetra-netos do Canela Preta.
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2.4. . DESCENDENTES DE FRANCISCO TEIXEIRA MENDES (filho de João André), que casou com CÓRDULA NOBRE DA SILVA:
2.4.1. FRANCISCO TEIXEIRA MENDES JÚNIOR, Capitão da Guarda Nacional, que casou com Maria Felícia Pequeno e tiveram os seguintes filhos:

BISNETOS: 2.4.1.1. Pompílio, 2. Fausta, 3. Lázaro, 4. Antonio e 2.4.1.1.5. JOSÉ TEIXEIRA MENDES. Este casou com Maria Teixeira de Melo, (Conhecida como IGNEZ TEIXEIRA DE MELO, filha de Joaquim Marinho de Melo e Ignez Nobre Teixeira, com a seguinte descendênciacom a seguinte descendência:

TRINETOS: INÊS, ANA (Santana), Maria Teixeira (Titia, s/ desc.), Dulcinéia (Tiéia, c.c. Odon, s/ desc.), JOAQUIM (o Quinco Beleza), Ambrosina (Tibó, s/ desc.), ELISA, JOSÉ e FRANCISCO.
TETRANETOS:

2.4.1.1.5.1. São filhos de Inês Teixeira Mendes c.c. Sinfrônio Costa: 1) Niná Teixeira Costa c.c. o comerciante Francisco Morais Moreira; filhos: Dílson, Mônica, Leuda, Neyle, Inês, Eilson, Emilson, Célia, Gilson e Wedson Costa Moreira; 2) Judite Teixeira Costa c.c. o coletor federal José Cavalcante; filhos: Giovanni, Carlos Mandacaru, Paulo Afonso e Marcos Costa Cavalcante; 3) Antonio Teixeira Costa c.c. Maria Monteiro. Filhos: Jesumar, Rosinês, Maria Edva, Maria do Rosário, Maria Gorette, Antonio e Suerda Costa Monteiro; 4) Franisca de Assis Teixeira Costa e 5) Oliva Teixeira Costa (estas sem descendentes).

2.4.1.1.5.2. São filhos de Ana Teixeira Mendes (Santana), c.c. Alcides Costa: Filhos: 1) Maria de Lourdes Costa c.c. Anísio Sampaio, ex-prefeito de Icó; filhos: Marcos, Simone, Diana e Euler; 2) Anail Teixeira Costa c.c. Manoel Saturnino Bezerra, conhecido político icoense, s/ desc.); 3) Maria Teixeira Costa (descendentes em Fortaleza); 4) Maria Alcides Teixeira Costa (Cidinha) c.c. o primo José Teixeira Peixoto, filho de Eliza; filhos: Ana Pavlova Costa Peixoto, Carlos Alberto Costa Peioto, Jane Costa Peixoto e José Teixeira Peixoto Júnior) e 5) Dozinete Teixeira Costa c.c. Oto Moreira. filhos: Ângela e outros residentes em Santos, SP).

2.4.1.5.3. São filhos de Eliza Teixeira Mendes, c.c. Urbano Peixoto: 1) Manoel Teixeira Peixoto c.c. Maria Miguel Peixoto: filhos: César, Urbano, Simone e Edileusa Miguel Peixoto; 2)José Teixeira Peixoto c.c. Maria Alcides Costa Peixoto - primos 1º grau ( Cidinha); 3) Juarez Teixeira Peixoto c.c. Inês Costa Moreira, primozs 2º grau: filhos: Juarez T.Peixoto Jr., Rogério Moreira Peixoto, Marcos Aurélio Moreira Peixoto e Rosane Moreira Peixoto; 4) Maria Nilce Teixeira Peixoto c.c. Roberto Correia Lima; filhos: Armando César, Carlos Lineman, Nélia Rúbia, Oziel Gasmann, Jurgen, Margarida, Roberto, João Urbano, Liane, Risolene e Bergson Peixoto Correia Lima; 5) Maria Nilda Teixeira Peixoto c.c. Ivo Ferreira: filhos: Malta Séfora, Ivonildo e Indaiá Peixoto Feerreira) e 6) Maria Nilva Teixeira Peixoto c.c. Luis Gonzaga Vieira, filhos: Nólio, Washington Luiz, Luis Alberto, Wellington Luis e Fábio Luiz Peixoto Vieira.

2.4.1.5.4. É filho de Joaquim Teixeira Mendes (o Quinco Beleza) c.c. Maria Teixeira : CARLOS EUGÊNIO.

2.4.1.5.5. São filhos de José Teixeira Mendes (Zé Teixeira), c.c. Ceci Sampaio: FRANCISCO, JOSECY (c.c. Zuleide Rolim; filhos: Josileide, Carlos e Clayton)) e ONOFRE.

2.4.1.5.6. São filhos de Francisco Teixeira Mendes, c.c. Florentina Peixoto da Silva: 1) Maria do Socorro Peixoto Teixeira c.c. José Caminha; filhas: Maria do Socorro Teixeira Caminha; Madalena Teixeira Caminha, Marly Teixeira Caminha, Sônia Teixeira Caminha e Sílvia Teixeira Caminha, residentes em Niterói, RJ), 2) Maria Amélia Peixoto Teixeira c.c. o Capitão do Exército Aloísio Nascimento; filho: Stoney, já falecido) e 3) Francisco Teixeira Mendes - o Chico de Florzinha c.c. Ana Neide dos Santos; filhos: José, Madalena, Jorge, João, Carlitos e Francisco Wedson (Cueto) Teixeira dos Santos. Florentina Peixoto (irmã de Maria de Lourdes, e de Urbano Peixoto) casou em segundas núpcias com Antonio de Souza Lima, com quem teve mais duas filhas: 4) Maria Luísa Peixoto Sousa c.c. o Sub-Tenente da PM/CE Antonio Nestor Sérgio (filhos: Ana Maria, Ana Lúcia, Sandra e Antonio Sérgio) e 5) Maria Ubeny Peixoto Sousa c.c. José Francalino de Alencar (com desc. no Rio), ambas as famílias residindo no Rio de Janeiro.

Os netos dos seis trinetos do Canela Preta acima citados (nos parênteses) são portanto, seus PENTANETOS.
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2.5. DESCENDENTES DE RITA TEIXEIRA MENDES:
Dª Rita Teixeira Mendes matimoniou-se com Francisco José Alexandrino, passando a assinar-se como Rita Alexandrinho. Desse casal nasceu dentre outros filhos BELISÁRIO CÍCERO ALEXANDRINO (n 20.04.1845 f. Fortaleza ?), que foi o 5º Indentende de Iguatu (1896) e Presidente da Assembléia Legislativa do Ceará e Governador do Estado de 12 a 14 de julho de 1912. Foi o Coronel Belisário que instituiu o Município de Joazeiro do Norte (Lei 1.028 de 22.07.1911).
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IV. DESCENDENTES DE FELIPE BENÍCIO MARIZ (TEIXEIRA MENDES),PADRE CATÓLICO ROMANO:
Não obstante o Padre Felipe Benício ser Padre, egresso do Seminário de Olinda, desenvolveu atividades políticas fervorosas. O eclesiático irmão de João André, que é meu 4º avô, foi Vigário em Viçosa do Ceará (e em outras freguesias), todavia foi em Viçosa, então Vila Viçosa Real das Américas, freguesia de Nossa Senhora da Assunção que o mesmo por volta de 1830-35 passou a viver maritalmente com dª Silvéria Joaquina de Queiroz. Fato que não era incomum dentro os clérigos brasileiros até o final do século XIX. Desse casal nasceram - que se tem conhecimento - dois filhos: Urçulina Queiroz Teixeira e Alexandre Teixeira.
Dª Durçulina Queiroz Teixeira casou-se com Antonio Beviláqua, que era irmão de um dos sucessores de seu pai o Padre José Beviláqua (que também tinha mulher e filhos sendo pai do jurisconsulto Clóvis Beviláqua). De ursulina e Antonio Beviláqua nasceram os filhos:
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1. Angelo Beviláqua (b. 1854) c.c. Luíza Gaspar de Oliveira, dos quais nasceram: Antonio, Maria daPenha, José, Manoel João Benício, Thiago, Fermino, Alexandre e Joviniano.
2. Rachel Queiroz Beviláqua - Não desvendei sua descendência;
3. João Benício Beviláqua c.c. Ideltrudes Beviláqua. Dona Ideltrudes era filha do Padre José Beviláqua e irmã de Clóvis Beviláqua, nascendo desse casal: Branca, Sara, Martiniana (Nenzinha) e Maria Beviláqua c.c. Francisco Vieira e Raimunda (Mundinha Beviáqua) c. c. Antonio dos Anjos Fontenele, que foi a mãe de Francisco de Assis, Gladys, Mirian, Doris e Laisse.
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Os genealogistas, com o umbigo muito preso ao sul do Ceará, desconhecem esse ramo dos Teixeira, e que deixaram seus descendentes, particularmente em Viçosa do Ceará, Granja e Fortaleza. Tão legítimos quando os do Icó e tão queridos por nós, que inclusive temos graus de parentesco, desconhecido até o momento pela grande maioria desses descendentes de Alexandre Teixeira Mendes, já ramificados com as "grandes famílias" do norte do Ceará, incçuindo os Vieira e os Fontenele.
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Texto de Chiquinho Peixoto, elaborado em julho de 2009.
REFERÊNCIAS:
Capítulos de História Colonial (1500-1800), João Capistrano de Abreu. http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=2074;
Dicionário Bio-Bibliográfico do Estado do Ceará, GUILHERME STUDARTO feudo - A Casa da Torre de Garcia d'Ávila: da conquista dos sertões à independência do Brasil, Luiz Alberto Moniz Bandeira,OBS: A ausência de sobrenomes Texeira Mendes em Ana, Teresa e Felipe Benício explica-se numa simples razão, tratam-se de registros em livros de anotações de batismo, criados antes do Registro Civil, onde usualmente constam apenas os nomes próprios ou nomes de Batismo.
Uma outra parte dos Teixeira de Icó, encontra-se espalhada pelo sul do Ceará, tendo conhecimento de parentes estabelecidos em Jaguaribe/Ce., a quem agradeceria, se fosse possível e do interesse a remessa da dados para esse Blog.
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Texto reeditado in memoriam de três membros da Casa Teixeira do Icó que faleceram em julho de 2009: Maria Nilce Peixoto Correia Lima (75 anos. f em 25/07) , Fábio Augusto Moreira Aguiar (39 anos, f.; 24/09) e Leonardo Aguiar (f. 24/09, filho de Fábio).http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/895875.html
Dados atualizados em 04 de agosto de 2009, com novos dados enviados por familiares de Gil Teixeira Bastis.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

SÉRIE: RAÍZES - MARQUES VIANNA

A família MARQUES-VIANNA, em Viçosa do Ceará, está ligada diretamente ao Patriarca fundador, PEDRO ANANIAS MARQUES VIANNA, filho de JOAQUIM MARQUES VIANA originário de família luso-espanhola, nascido em Oeiras do Piauhy, Província do Piauí,(1) por volta de 1797 e falecido por volta 1870 (1). Oeiras, fundada em 1695 e capital da Província do Piauí, era nos séculos XIX e XVIII, uma das mais importantes cidades brasileiras, a quem a Villa Viçosa permaneceu administrativamente ligada, segundo informações do Barão de Studart, in notas para a história do Ceará. O sobenome composto é um sinal da tradicionalidade e antiguidade do clã.
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Os Marques-Vianna já mantinham tradições no campo da escrita e da escrivania. Em 23 de fevereiro de 1644 D. João III nomeou António Marques escrivão dos pannos, que se fabricavam em Évora, Vicente Marques, foi escrivão da Ouvidoria Geral da índia no século XVII e os poetas Filippe Marques dos Santos, escrivão, e Joaquim Marques Vianna, supra citado, que constam na lista da Biografia de alguns poetas e homens ilustres na Província de Pernambuco, públicado em 1858. Cuja tradição se perpetuará no poeta-professor João Marques Vianna, em Viçosa, no início do século XX.

1. ORIGEM DA FAMÍLIA MARQUES:
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As diversos troncos familiares que possuem Marques, em seus sobrenomes, são originárias do tronco Marquez espanhol, que passando descendentes para Portugal, transformou-se em uma das Coroas Ibéricas (Portugal e Espanha); em 1580 passou a ter também representantes portugueses. Recebeu do Imperador do Sacro- Império Romano Germânico (atuais Alemanha, Rep. Tcheca, Áustria, Bélgica e Países Baixos) da Espanha e Portugal, Carlos V, as armas dos Marques por carta datada 24 de abril de 1545 à Dom Antonio Marques de Oliveira. Segundo pesquisas, cada parte no brasão tem o seu significado específico, com as portas abertas (em preto) significa um feito de defesa de algum castelo no norte de Portugal ou no Norte da África, nas lutas da reconquista da Península Ibérica As duas chaves significam a reiteração e a guarda desse castelo. O castelo também pode significar aliança com a casa real de Castela, na atual Espanha. Por fim, no brasão original o fundo é azul, significado das virtudes de seu titular.

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No brasão da Família Marques diz o seguinte: "descendentes da fidalguia espanhola de onde vieram com o sobrenome de "Marquez", o ramo português teve início pelo ilustre e fidalgo senhor Dom Antonio Marques de Oliveira, Alcaide Mor de Coimbra, 1º Conde de Vilhadolide, Cônsul Geral em Antuérpia. Seus desdendentes diretos ocuparam importantes cargos junto à Realeza. O Brasão de Armas foi concedido em 1.582."

2. ORIGEM DA FAMÍLIA VIANNA:

Sobrenome português toponímico, ou seja, de origem geográfica, vem da cidade de Vianna localizada as margens do Ródano, na Gália, nome dado ao local pelos Celtas, acredita-se que tal nome tenha origem no latim Biduana que significaria “cidade fundada muito rapidamente., que vem desde o século XII.
Existem poucos lugares em Portugal com esta denominação, um na província do Minho e outro no Alentejo. Também são encontrados nas províncias de Navarra e Lugo (Galícia), na Espanha. De acordo com certos etmologistas, significa pasto, ou lugar com abundância de pastos. Outros dão uma derivação mais poética, dizendo ser corruptela de Diana e podendo ser o lugar onde os habitantes reverenciavam Diana, a deusa romana da caça e das matas. Ela era associada à fertilidade e adorada pelas mulheres.
O sobrenome é encontrado em Portugal e Espanha, onde Francisco Leandro Viana y Saenz, Conde de Tepa se tornou cavaleiro na Ordem de Carlos III em 1780. Registros do sobrenome na América mencionam Francisca Viana y Alceibar, de Montevideo, que se casou com Fernando Zambrano y Avellaneda em Assumção, Paraguai, em 1799. Seu filho, Jose Zambrano y Viana, foi cavaleiro da ordem de Santiago em 1833.
As armas da família são as espanholas, entretanto , no Séc XIX foram designadas a um descendente de origem portuguesa. São as mesmas armas dos Azevedos, possivelmente por um erro do Marquês de Montebelo, o primeiro à usa-las.

3. OS MARQUES VIANNA EM VIÇOSA DO CEARÁ:

A família Marques Viana, em Viçosa do Ceará, está ligada diretamente ao seu tronco fundador, PEDRO ANANIAS MARQUES VIANNA (+- 1797-1870).

Era filho do Capitão-Mor nas Entradas de Sobral , Alferes JOAQUIM MARQUES VIANNA, nascido em Portugal por volta de 1765. Foi Juíz de Órfãos, nomeado pelo Capitão-Mor do Ceará Grande João Baptista de Azevedo Coutinho de Montaury, em portaria de 1º de outubero de 1782. Em pesquisas encontramos o Alferes em 22 de junho de 1822, prestando juramento, em conjunto com autoridades das província de Pernambuco ao Rei d. João VI, ao Príncipe Regente e ao Senado Portugês e à "Grande Família Portuguesa" em Recife, Capital da Província e em 28 de agosto de 1824 o Alferes da Calavaria de Cascavel, consta na Ata da Instalação da Confederação do Equador, da qual participa e assina como Alferes e Eleitor, em Fortaleza, Ceará, ao lado de José Martiniano de Alencar e Tristão Gonçalves e todos os representantes do Ceará. http://books.google.com.br/books?id=xE0DAAAAMAAJ&pg=RA1-PA196&lpg=RA1-PA196&dq=marques+viana+%2B+sobral&source=bl&ots=Zmsdizo0XM&sig=msCxL8swxyqlRP3KZz5aNBBTIkw&hl=pt-BR&ei=5CwUSrffD8-ktwf0itWaBA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=5#PRA1-PA183,M1. Foi também vereador da Comarca de Granja.
Em face aos ofícios do Alferes Joaquim, a família estabeleceu-se em várias localidades, inclusive Oeiras, primeira Capital do Piaui, Sobral, Cascavel, Recife, Granja e Fortaleza, mas com ascêndência em Pernambuco.
Pedro Ananias Marques Vianna que casou com Maria do Carmo da Soledade (álibe Lina).
Pedro Ananias foi Escrivão de Paz da Vila Viçosa Real d’América, designado para o serviço de escrivania pública da vila, onde foram sendo registradas as posses das Sesmarias e demais propriedades, por volta de 1817 e realizando os serviços específicos da justiça de então. Isso seu deu na consolidação da Freguesia e Vila, instaladas em 1759, criadas pela Carta Régia de 6 de maio de 1758, e do aparato burocrático. Sendo o redator da ata da 1ª eleição para a Senado da Câmara da Vila, ocorrida na Vila Viçosa em 1849, derivada da Lei assinada pelo Imperador em 19 de agosto de 1846, que é a 1ª legislação eleitoral elaborada pelo poder legislativo, e a primeira eleição geral no Brasil. (in Annaes do Parlamento Brazileiro – Câmara dos Srs.Deputados, Sessão de 1850 –Tomo , Publicado por Tipographia do Imperial Instituto Artístico). .
Segundo tradições familiares MARIA DO CARMO DA SOLEDADE (Lina), cujas linhas de pesquisas atuais indicam ser filha presumível do padre Bonifácio Manoel Antonio Lelou (ou Wolf ou Lobo), vigário de Viçosa entre 1779-1805, onde faleceu, e de dª Paula Rodrigues de Sousa. Segundo tradições familiares era natural da Vila do Ingá, na Próvíncia da Paraíba, atual município de Ingá, na Paraíba, a 95 Km de João Pessoa. (8), todavia de difícil comprovação essa naturalidade paraibana dada a ausência de dados documentais.
As pesquisas atuais registram como filhos de Pedro Ananias a dois filhos: o Tenente Irinêo Marques Vianna (+-* 1822† ...) e João Ananias Marques Marques Vianna (+-*1825 †...), Maria Marques Viana e Clemência Maria de Jesus. É possível a existência de mais descendentes, porém não se tem até o momento o registro de outros filhos/filhas.
A residência da família do Escrivão de Paz, bem como o seu cartório, situava-se em largo lote localizado na atual Rua Lamartine Nogueira, no terreno imediatamente em frente ao Teatro Pedro II, estendendo-se até os limites da antiga cadeia pública, demolida para edificar-se prédio da Codepi, hoje Prefeitura Municipal. Na dita casa morou e faleceu o professor João Francisco Marques Vianna em 1930, sendo posteriormente vendida, não obstante constar venda da porção de terra na parte dos fundos do imóvel, linha da atual Silva Jardim, por Irineu Marques, ao padre José Beviláqua, já no século XIX, constando de terreno e casebres. (in Clóvis Beviláqua: sua vida, sua obra, Bastos, Edições UFPE, 1990).O filho mais velho era IRINÊO MARQUES VIANNA (*1822 †...), que o sucedeu na escrivania e nas lides judiciais, foi Tenente da Guarda Nacional, Promotor Público interino da Comarca nomeado pelo 1º Juiz de Paz Joaquim Ferreira de Carvalho, entre 1872 a 1884, cargo que deixa após a chegada do promotor Raimundo Farias Brito.

O segundo filho era JOÃO ANANIAS MARQUES VIANNA (*1825 †...), que casou com JOAQUINA PEREIRA DE BRITO (1827).

JOAQUINA PEREIRA DE BRITO era filha de JUSTINO PEREIRA DE BRITO e ROSA MARIA ALVES. Trineta de JOSÉ PEREIRA DE BRITO (português - *1792 †...) que casou com 45 quarenta e cinco anos de idade, com URSULINA MARIA DO ESPÍRITO SANTO (1813 †...), natural de Piracuruca, Província do Piaui. Neta de JOÃO SEVERINO DE BRITO e UMBILINA MARIA DA CONCEIÇÃO e bisneta de SEVERINO PEREIRA DE BRITO e QUITÉRIA MARIA DE JESUS.

Esse casal teve vários filhos, conforme segue:

O primeiro filho foi ANTÔNIO MARQUES VIANNA (*...† 1855) c.c. MARIA ROSA FONTENELE (+-1860... † - filha de José Tomaz Fontenele e Fausta Maria Fontenele, primos em 1º grau, Tomaz, filho de Paulo Fontenele c.c. Rosa Maria do Esp. Santo e Fausta, filha de Felipe Benício Fontenele). Antônio foi pessoa influente em Viçosa, tendo sido membro do parlamento municipal em 1884.(7)

Desse casal nasceram:
1) João Francisco Vianna (*11.02.1875- † 20.09.1930), o histórico professor João Viana. Faleceu sem deixar descendência;
2) Francisco Modesto Vianna, faleceu sem deixar descendência;
3) José Firmato Vianna;
4) Raimundo Marques Vianna c.c. sua prima em 1º grau, Petronília Marques Vianna (Nem), que foi comerciante no então próspero distrito de General Tibúrcio, o antigo entreposto de Tubarão;
5) Antonio Marques Vianna;
6) Alfredo Marques Vianna;
7) Joaquim Fontenele Vianna;
8) Maria Marques Vianna c.c. Pedro Bartolomeu de Arruda (Lameu), que depois de casada passou a chamar-se Maria Vianna de Arruda;
9) Emília Fontenele Vianna;
10)
Georgina Fontenele Vianna;11) Joaquina Fontenele Vianna; e
12) Honorato Confronez Vianna.

O segundo filho foi JUSTINO MARQUES VIANNA, casado com a amazonense RAIMUNDA MARIA VILAÇA, cujos filhos foram:
1) Francisca Maria Vilaça Marques c.c. João Marques Miranda, seu primo em 1º grau;.
2) Floripes Vilaça Marques, que casou com José Pedro Carneiro.


O terceiro filho foi PEDRO MARQUES VIANNA;

O quarto filho foi JOÃO MARQUES VIANNA(*1875- †... ) c.c. PHILOMENA MARQUES VIANNA(Filó) (*1878 - †...), filha de JOAQUIM RICARDO e dª MARIA ROBERTA MACHADO DE SIQUEIRA. Comerciantes em Viçosa. (6) dos quais foram gerados os seguintes filhos:

1) Geminiana Marques Vianna Fontenele (* 1893 - † 1969) c.c. João Gonçalves Fontenele (f. 1968), filho de Antônio Gonçalves Fontenele e Cândida Maria do Carmo; comerciante de varejo, cujo estabelecimento comercial ficava onde hoje é o Hilton Arruda, próximo ao antigo Mercado da Penha. Não tiveram filhos e deixaram os seus bens, em testamento, para a Paróqua de N. Srª da Assunção, em troca de uma missa anual e a manutenção do túmulo onde está sepultado o casal. A Igreja nunca cumpriu o acordado, de forma que o túmulo ruiu há dois anos, sendo reerguido por uma das sobrinhas da falecida. Quando às missas, não se tem notícia de uma única até os dias atuais que não tenha sido encomendada e "paga" a espórtula pelos familiares e amigos.
2) Raimunda Marques Vianna Carvalho (*24.06.1898 - † 16.03.1969) c.c. António Carneiro Carvalho (f. 1970). Não deixaram filhos legítimos, mas criaram uma moça ;
3) Petronília Marques Vianna (*1899 - †...) com Raimundo Marques Viana, acima referidos. Deixaram descendentes, que se criaram no distrito do Tubarão (General Tibúrcio);
4) Francisco Marques Vianna (*1903 - † ...) c.c. Raimunda Marques de Miranda, primos em 2º grau, neta de João José de Miranda e Raimunda Marques da Conceição. Teveram 3 filhos;
5) João Marques Viana c.c. Francisca Lopes, felecidos. Deixaram descendentes;
6) Luiza Amélia Marques Vianna Vieira (*1905 - † 1978) c.c. Francisco José Vieira (*1898- †1975), também comerciante. Estão sepultados no Cemitério São João Batista, em Viçosa. O casal teve 14 filhos, criando-se 10. Francisca Amélia Vieira (Neném), primogênita nascida em 29.01.1923. Professora de peimeiras letras em Viçosa, educou gerações; Irmã Maria Amélia Vieira, (Amelinha). É religiosa conhecida como Irmã Lúcia Vieira, Filha da Caridade de São Vicente de Paulo, reside em Caicó/RN, há mais de 50 anos, onde é um ícone no cuidado com idosos e educação da juventudde; Honorina Amélia Vieira de Macedo, (Nitinha), casada com Giornado Porto de Macedo, sem filhos, Irmã Maria Helena Vieira, (Dolena). Filha da Caridade de São Vicente de Paulo da Província de Belo Horizonte, integrava o primeiro grupo de religiosas a habitar Brasília em 1960, fundando a creche Medalha Milagrosa no Lago Sul, hoje desenvolve trabalhos sociais no Bairro da Ceilância, no Distrito Federal; Maria Filomena Vieira - falecida criança; Luiz Gonzaga Vieira, Servidor da Receita Federal, falecido em 1987, casado com Maria Nilva Teixeira Peixoto Vieira, tiveram 5 filhos e são pais do autor desse texto, http://iconacional.blogspot.com/2009/04/familias-cearendes-origem-dos-teixeira.html; Hugo Vieira, falecido criança; Vicente de Paulo Vieira, Oficial da reserva da Marinha, casado com Mª do Socorro Pacheco de Siqueira Vieira. Fernando Vieira, e Hugo Vieira, falecidos criança; Francisco de Assis Vieira, Serventuário da Justiça aposentado, casado com Maria das Vitórias Fontenele Vieira; Maria Carmélia Vieira, Educadora do Estado do Ceará, graduada em Esdos Sociais; Áurea Stela Vieira, falecida com problemas cardíacos no Rio de Janeiro em 1973, foi professora diplonada pela Escola Virgem Poderosa de São Benedito/CE, Era titular de "cadeira" do Grupo Escolar Júlio de Carvalho, quando adoeceu gravemente, indo realizar tratamento no Rio de Janeiro, onde faleceu e foi sepultada. Sofreu grave injustiça, pois embora doente foi exonerada pelo Estado. Eram os tempos da ditadura, onde as pessoas não tinham seus direitos garantidos. Teve seus restos mortais trasladados posteriormente para Viçosa, onde se encontra no jazigo da família; e Maria Francinete Vieira Siqueira, Educadora, com várias graduações e especializações, viúva de Ednaldo Siqueira Pacheco, falecido em maio de 2009. http://iconacional.blogspot.com/2009/05/blog-post_12.html.(http://iconacional.blogspot.com/2009/03/blog-post_18.html

7) Oséias Marques Viana (*1906 - † 1925) faleceu solteiro, com apenas 19 anos, cuja causa mortis apresentada foi uma "congestão" derivada de tabus alimentares, "Era um bonito rapaz! Chegou suado em casa e comeu uma banana... e foi logo morrendo..." o que se presupõe que o rapaz era cardíaco, e não sabiam, naqueles tempos sem recursos médicos.
A quinta filha foi JOAQUINA MARQUES DA CONCEIÇÃO ;
A sexta filha foi RAIMUNDA MARQUES DA CONCEIÇÃO (n. 1857/8) que casou com JOÃO JOSÉ DE MIRANDA (1822-1891), viúvo de Maria Joana da Maternidade (1824). Essa união foi bastante conflituosa. O fato reflete a situação da mulher no século XIX, quando uma menina de 15 ou 16 anos era casada com um homem bem mais velho, a situação de pobreza que obrigava as pessoas a buscarem amparo nas relações matrimoniais e tudo sem sem nenhuma consuta à nubente que era entregue ao leito matrimonial, in casu um viúvo com cerca de 50 anos e cheio de filhos. Do outro os filhos de João José, que não aceitaram de jeito nenhum a presença de uma substituta para a mãe, particularmente se tratando de uma moçinha mais nova que os próprios filhos do 1º casamento. Isso implicaria ainda na divisão do patrimônio do pai com a nova família. Desse casamento nasceram os filhos:
1) Francisco Marques de Miranda (n. 1885, f 1941) c.c. Maria Passos(Maroca);
2) João Marques de Miranda (n.1885, f. 1957) c.c. Francisca Maria Viláça (ou Vilácia);
3) Antonio Marques de Miranda (n.1887 d. 1955) c.c. Candida Maria de Jesus;
4) Justina Marques de Miranda (1882 f. ..) c.c. Júlio Alves Feitosa;
5) Joaquina Marques de Miranda (n.1883 f. ) Justino José Vieira.

O sétimo filho foi MANUEL MARQUES VIANNA, c.c. ANA MARQUES VIANNA, (Nãna), dos quais nasceram os seguintes filhos:
1) José Marques Vianna c.c. Luzia Fontenele Pacheco;
2) Francisca Marques Vieira, c.c. José Vieira, (que era filho de José Raimundo Vieira e.. 3) Antonio Marques Vianna c.c. Rita Magalhães Vianna.

O(a) terceiro(a) FILHO(a), de Pedro Ananias foi CLEMÊNCIA MARIA DE JESUS, que casou-se com JOÃO ANTUNES PACHECO, em 19/04/1841 filho do Sargento-Mor Comandante do Corpo de Ordenanças de Brancos da Villa Viçosa JOAQUIM JOSÉ PACHECO, que era casado (25.04.1808) com ANA JOAQUINA DE SOUSA, indo residir na localidade designada de Brejo dos Pachecos, nas proximidades do distrito de Padre Vieira, de onde provém numerosa prole. Foram as segundas núpcias de João Antunes que era viúvo de Ângela Simplício de Jesus. Segundo historiadores viçosenses, João Antunes teria participado da defesa da Vila Viçosa por ocasião do movimento pós-independência do Brasil dsignado de Balaiada, ocorrido entre 1838 a fins de 1841, "De um lado, grandes proprietários de terra e de escravos, autoridades provinciais e comerciantes; de outro, vaqueiros, artesãos, lavradores, escravos e pequenos fazendeiros (mestiços, mulatos, sertanejos, índios e negros) sem direito à cidadania e acesso à propriedade da terra, dominados e explorados por governos clientelistas e autoritários formados pelas oligarquias locais que ascenderam ao poder político com a “proclamação da independência” do país", (11) estando João Antunes na defesa da propriedade das terras. Segundo o historiador Edgad Bizerril, já falecido desse casal surgem os Pyndaíra Pacheco de Viçosa do Ceará.
O (a) quarto(a) filho(a) de Pedro Ananias, é Maria Marques Vianna, que casou-se com Domingos Antonio Vieira. Ela foi herdeira de parte de terras no sítio Bananeiras, onde também herdou o seu irmão João Marques Vianna, avó do autor desse texto, e cuja avó Luíza herdou parte de seu pai.
Jaz, no túmulo da família Passos, no Cemitério São João Batista de Viçosa do Ceará, Francisca Marques Vieira, nascida entre 1870/75 e falecida na década de 1940. Pelos sobrenomes poder-se-ia identificar Francisca como descendente do casal Domingos Antonio Vieira e Maria Marques Viana. Fato que demonstra os não raros casamentos entre os Vieira e os Marques Vianna.
Constam como descendentes de Pedro Ananias, em terceira geração, Maria do Carmo Marques (*02.12.1840/†x.10.1942), mãe de Affonso Deocleciano Marques Viana (*1870-†... ) que casou com Rita Soares Marques (Queridinha) e Francisca Olgarina Marques (*16.05.1874-† 19.10.1935), que casou com o coronel Antonio Honório Passos, (24.04.1871/15.06.1951) dos quais nasceram os filhos:
1) Mário Passos (8.04.1897– 3 .07.1979) c.c. Lucila Paixão (24.071898 - 2..5.1992). http://www.apcl.com.br/NOTICIAS/coluna_mariopassos.htm;
2) Antônio Honório Passos Filho (02.05.1903/06.03.1983) c.c. em primeiras núpcias com Cecy de Carvalho Passos http://www.opovo.com.br/opovo/jornaldoleitor/877186.html (d. 9.5.1929) em segundas núpcias com Maria Disney Cella Menescal M.Passos, com descendência dos dois consórcios;
3) Monsenhor Olavo Passos (15.11.1899 - 13.04.1987). Foi ordenado sacerdote por Dom José Tupinambá da Frota em Sobral a 15 de abril de 1923. Celebrou sua primeira missa na catedral de Sobral a 16 de abril de 1923. http://www.piracuruca.com/textopersona.asp?codigo=7 ;
4) Honorina Passos. Educadora. Faleceu solteira;
5 Alaíde Passos de Pinho Pessoa c.c Justo de Pinho Pessoa, com descendência;
6. Diva Passos Correia c.c. Dr. Jaime Correia (Camocim), com descendência e
7. Marieta Passos Silva c.c. José Maria Tavares Silva, com descendência..
8. Caio Passos, c.c. Edisse Fontenele Passos, com descendência.
Numa linha geral aí estão os Marques Vianna de Viçosa do Ceará até a 5ª Geração, ou seja de 1750 - 1910, com informações de algumas pessoas nascidas entre 1924 a 1950. Ausentes outrtos nomes de pessoas vivas, exceto as enumeradas acima, filhos de FCº José Vieira e Luíza A. Vieira, meus avós.


O presente trabalho permanecerá aberto e em constante construção com a implementação de dados e possíveis correções e inclusões. Agradeço a colaboração dos parentes e interessados.
Esclareço que esse trabalho destina-se só e unicamente a reconstrução da memória familiar, como parte integrante da História e como forma de compreerdermos o nosso presente à luz dos fatos e dos acontecimentos passados, mas que refletem o futuro.
REFERÊNCIAS:
FONTES PRIMÁRIAS DE PESQUISAS:
Manuscritos de Edgard Bizerril Fontenele;
Manuscritos digitalizdos de José Viana de Arruda, Viçosa do Ceará.
Anotações de Filomena Marques Vianna ;
Anotações posteriores de Maria Carmélia Vieira;
Cartório do Registro Civil de Viçosa do Ceará;
Arquivos da Diocese de Tianguá, provenientes da Freguesia de Nossa Senhora d'Assunção de Viçosa do Ceará;
Lápides tumulares no Cemitério São João Batista de Viçosa do Ceará;
Arquivo Nacional;
Arquivo Público do Estado do Ceará;
Informações de familiares;
Lista telefônica;
OUTRAS FONTES:
A margem da história do Ceará. Gustavo Barroso. Publicado por Imprensa Universitária do Ceará, 1962. http://elraupp.sites.uol.com.br/histvianna.htm
Cronologia Sobralense: http://www.familiascearenses.com.br/images/indice1.pdf
História da Comissão Científica de Exploração, Por Renato Braga, Brazil. Comissão Científica de Exploração Publicado por Impr. Universitária do Ceará, 1962 Original da Universidade do Texas
Digitalizado pela 29 jan. 2008, 405 páginas.

Notas de viagem, Antônio Bezerra, Publicado por Imprensa Universitária do Ceará, 1965 428.

Parlamento. Câmara dos Srs. Deputados, Publicado por Tipographia do Imperial Instituto Artistico., 1850 , Observações do item: v. 1
http://books.google.com.br/books?id=oiFXAAAAMAAJ&q=pedro+ananias+marques&dq=pedro+ananias+marques&pgis=1;

Três séculos de caminhada, Vicente Miranda, SM, 2001, 524 páginas
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oeiras_(Piauí)

Observações:
1 Chegou a Vila Viçosa Real, como Escrivão de Paz, conforme registros encontrados no em Anais do Parlamento, publicado pela Tipographia do Imperial Instituto Artistico, 1850. Segundo o falecido genealogista das origens viçosenses, dr. Edgard Bizerril Fontenele, Pedro Ananias teria vindo de Oeiras no Piauí, todavia segundo tradições manuscritas e posteriormente digitalizadas pelos familiares do Sr. José de Arruda (José Lameu) ele teria vindo do Maranhão. Fica esclarecida essa divergência em face ao ofício de Juiz e Alferes de Joaquim Marques Vianna.


2. Alguns dados constam em branco em face a dificuldades documentais;

3. Algumas datas são aproximativas, considerando o período histórico de cada pessoa.

4. O nome original é Vianna, con 2 N, passando com as reformas ortográficas para a forma simplicicada Viana com 1 N.

5. Em face a destruição de alguns documentos eclesiais bem como a prática de enterro nas Ifgrejas e a posterior destruição dos cemiterios do século XIX, alguns dados permanecem como fonte primamária as tradições familiares, que tem o seu valor histórico.
6. Filomena tinha somente uma irmã , Leonília, que casada passa a assinar-se por Leonília Braga (Lira), filhas de Joaquim e Maria Roberto, que a tradição familiar conta que eram descendentes de italianos, cujo Ricardo poderá ser a corruptela de Ricardinni, "seu Ricardim", como era chamado;
7. Faziam parte do Senado da Câmara dos Vereadores em 1º de dezembro de 1984: Manoel Paz dos Santos, Joaquim Manoel Archanjo, António Marques Vianna, João Machado de Siqueira, Domingos Braga de Magalhães, João José de Miranda, João Tavares Pereira, José dos Santos Magalhães, Antonio José Fontenelles, Antonino Benício Fontenelle, Manoel Benício Fontenelle, Antonio Lopes Braga, Firmino do Espírito Santo Magalhães, dentre outros.
8. A Vila do Ingá é hoje o Município de Ingá, município no estado da Paraíba, distante de João Pessoa 95Km, está localizado na microregião de Itabaiana. O povoado foi fundado no século XVII, elevado à condição de Vila em 1840. O fato mosta o intercâmbio entre as diversas cidades e povoações nordestinas e o fluxo migratório das populações no século XVII a XIX. http://ruidasilvabarbosa.blogspot.com/2008_09_01_archive.html
Haviam, ainda, duas irmãs de Maria do Carmo da Soledade: a) Inocência Francisda Xavier, segunda esposa de Antônio do Espírito Santo Magalhães (o Velho Comandante), natural de Santa Quitéria/CE, que deu origem a um dos ramos Magalhães de Viçosa, e outra de nome não identificado casada com Antonio Monteiro de Sá Albuquerque, Escrivão da Correição, que era irmão do Padre Antonio Monteiro Sá, vigário de Viçosa entre 1806/1809. Essa informações permaneceram veladas por mais de dois séculos, em "segredos de família", sendo tornados públicos através desssas notícias genealógicas. s ttp://books.google.com.br/books?id=xE0DAAAAMAAJ&pg=RA1-PA196&lpg=RA1-PA196&dq=marques+viana+%2B+sobral&source=bl&ots=Zmsdizo0XM&sig=msCxL8swxyqlRP3KZz5aNBBTIkw&hl=pt-BR&ei=5CwUSrffD8-ktwf0itWaBA&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=5#PRA1-PA200,M1
11. http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/ar/libros/brasil/cpda/estudos/cinco/clau5.htm
12. Documentos para a história indígena no Nordeste: Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe
Por Sylvia Porto Alegre, Marlene da Silva Mariz, Beatriz Góis Dantas, NHII-USP, 1994

11. Corrigindo informação anterior: João José de Miranda já era viúvo de Maria Joana da Maternidade , sendo o pai de Vicente Ferreira de Miranda, do qual registram-se vários filhos com sobrenomes Miranda-Carneiro, Miranda-Mapurunga ou simplesmente Miranda. A morte do velho João Miranda ocorreu em1891, sendo o inventário realizado em 1892.

TEXTO E PESQUISA DE WASHINGTON LUIZ PEIXOTO VIEIRA, COM DIREITOS AUTORAIS NA FORMA DA LEI Nº 9.610/98- SE COPIAR CITE A FONTE
Texto atualizado em 02/06/2009, ás 6h00.