quinta-feira, 10 de março de 2016

IGREJAS DE PERNAMBUCO: IGREJA DE SANTA TEREZA DA ORDEM TERCEIRA DO CARMO DO RECIFE

Ao lado da Basílica no Carmo, encontramos uma bela igreja, cujo projeto arquitetônico do frontão lembra a mesma Basílica, é a Igreja de Santa Tereza da Ordem Terceira do Carmo - Construída entre 1700 e 1837. Uma das mais belas igrejas barrocas pernambucanas.
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I - NAVE CENTRAL COM ALTARES LATERAIS:



II- ALTAR-MOR E FORRO:.Nesta igreja, no forro da nave central, estão pintados o maior número de painéis sobre a vida de Santa Tereza D'Avila (Santa Teresa de Ávila ou Santa Teresa de Jesus (Gotarrendura, 28 de março de 1515 — Alba de Tormes, 4 de outubro de 1582, Espanha) existentes no mundo, obras do pintor pernambucano João de Deus Sepúlveda (século XVIII). http://pt.wikipedia.org/wiki/Teresa_de_Ãvila .


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Teto da Nave: A mais completa obra com painéis sobre a vida de Santa Tereza existentes no mundo.

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Altar-Mór com as imagens do Cristo Crucificado, Nossa Senhora do Carmo, Santa Tereza D'Avila e São José. Em nichos ladeando ao altar estão as imagens dos profetas Elias e Eliseu, ambos ligados à tradição carmelitana

Interior da Igreja, com visão da nave. Repare do claro-escuro da iluminação, típica do barroco.
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III - PASSOS DA PAIXÃO DE CRISTO (ALTARES LATERAIS - VER CONJUNTO ACIMA):

A) A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras. Cenas narradas nos Evangelhos segundo Marcos e João: Foram em seguida para o lugar chamado Getsêmani (Mc 14, 32) e Depois dessas palavras, Jesus saiu com os seus discípulos para além da torrente de Cedron, onde havia um jardim, no qual entrou com os seus discípulos. (Jo 18, 1). Essa cena integra a primeira estação da Via Sacra.
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B) Julgamento de Jesus. Essa imagem representa o momento que Jesus é apresentado a Pilatos para julgamento: Jesus foi posto diante do governador, e este lhe perguntou: “Você é o rei dos judeus?”. Respondeu-lhe Jesus: “Tu o dizes”. Acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos líderes religiosos, ele nada respondeu. 13 Então Pilatos lhe perguntou: “Você não ouve a acusação que eles estão fazendo contra você?” 14 Mas Jesus não lhe respondeu nenhuma palavra, de modo que o governador ficou muito impressionado. (Mateus 27:45-66).


C) Bom Jesus da Cana Verde. Rara imagem de Jesus, sentado com a cana nas mãos. Existe uma piedosa tradição portuguesa que narra que a cana-de-açúcar teria perdido os espinhos ao ser colocada, como cetro nas mãos de Jesus. Essa imagem está ligada aos mistérios dolorosos: A coroação de espinhos. Mc 15.16-20)." Então, os soldados do governador levaram Jesus ao Pretório e a reuniram toda a tropa ao seu redor. Tiraram-lhe as vestes e puseram nele um manto vermelho; fizeram uma coroa de espinhos e a colocaram em sua cabeça. Puseram uma vara em sua mão direita e, ajoelhando-se diante dele, zombavam: “Salve, rei dos judeus!” Cuspiram nele e, tirando-lhe a vara, batiam-lhe com ela na cabeça. Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto e vestiram-lhe suas próprias roupas. Então o levaram para crucificá-lo". (Marcos 15.16-20).


D) A flagelação de Jesus atado à coluna. Representação escultórica do segundo mistério doloroso do terço.

E) Ecce Homo: Essa imagem representa o momento em que Jesus é apresentado aos judeus por Pôncio Pilatos, que teria dito, segundo os evangelhos, em lati. Em português a frase significa "Eis o homem.

IV - SACRISTIA:

Na sacristia existem belíssimos móveis e cômodas em jacarandá escuro, com talhas, que parecem, como dizia Gilberto Freyre, criar raízes no chão e são "considerados dos mais importantes de toda a América do século XVIII". No forro várias pinturas, óleo sob madeira, represetanto vários santos e prelados carmelitas, além de dois painéis representando Santa Tereza e São José, do mesmo autor dos painéis do teto.
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Imagens fotos e edições : Washinton Luiz Peixoto Vieira, em 02 de março de 2010.

SANTO ANTONIO, O PADROEIRO ESQUECIDO DO RECIFE


Santo Antônio é o padroeiro oficial do Recife, e ao que parece não foi demitido. Nossa Senhora do Carmo foi elevada a Excelsa Padroeira quase 300 anos depois do santo ser o soberano na proteção da cidade. E muita gente equivocada pensa que sua matriz é a chamada "Igreja de Santo Antonio". Essa, na verdade é a Igreja do Santíssimo Sacramento, da paróquia do mesnmo nome.
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A imagem original fica alojada em um nicho ao lado esquerdo do altar-mor, na Rua do Imperador, onde situa-se o Convento e Igreja de Santo Antônio do Recife. São edificações religiosas pertencentes à Ordem Franciscana, integrando um conjunto de edifícios, dos quais fazem parte além do Convento e da Igreja, a Capela Dourada e o Museu Franciscano de Arte Sacra. O Convento Franciscano de Santo Antônio é uma das construções mais antigas ainda existentes na cidade do Recife. Cujas origens remontam a 28 de outubro de 1606, " data em que os frades resolveram erguer um convento na Ilha dos Navios para atender à população próxima ao porto. A ilha mais tarde veio a receber o nome de Ilha de Antônio Vaz, e desenvolveu-se no atual bairro de Santo Antônio".¹
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A devoção a Santo Antônio vem de Portugal, quando para o Brasil vieram os primeiros colonos. Em Lisboa, terra do santo, é a festa mais popular, cuja patronesse foi decretada por breve do papa Pio XI, como segundo padroeiro das terras lusas, em 1934, coadjuvando Nossa Senhora da Conceição, que já era a padroeira desde 1646, por ato do Rei D. João IV (O Restaurador), e não do Papa.

A hegemonia do culto a Nossa Senhora do Carmo, no Recife, tem origens históricas a partir do século XVII, quando a primeira festa dedicada a ela se realizou em 1584. Isso acontece a partir da fundação do convento do Carmo em Olinda, em anexo da Igreja de Santo Antonio, erguida sob vetusta capelinha onde os primeiros carmelitas se estabeleceram. Essa igreja, é berço da ordem religiosa no Brasil.As homenagens a nossa Senhora do Carmo eram feitas inicialmente no dia 17 de julho, somente na segunda metade do século 16 foram antecedidas para o dia 16.
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Em 1909, a Virgem do Carmo foi proclamada a Excelsa Padroeira do Recife pelo papa Pio X. sendo Arcebispo de Olinda dom Luis Raimundo da Silva Brito (1901-1915), 1º Arcebispo de Olinda, sendo solenemente coroada como padroeira no dia 21 de setembro de 1919, por Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra (1916/1921), então o 2º Arcebispo de Olinda e Recife, já sob o pontificado de Bento XV.

Nossa Senhora da Penha é, no Recife, a padroeira do comércio. Recife foi a cidade dos mascates e Santo Antonio marca a fundação da vila. A exaltação de Nossa Senhora do Carmo, revela que os carmelitas conseguiram sobrepor sua devoção, própria da ordem, ao gosto popular e também das elites.

Atualmente as festividades no bairro de Santo Antônio resumem-se a missas no Convento Franciscano, na rua do Imperador, missas na Matriz do Santíssimo Sacramento de Santo Antônio, onde são bentos pães, dentro da tradição lusitana: "quem quem levar um desses pães para casa e colocá-lo num pote de farinha, não faltará alimento durante o ano inteiro".

O verdadeiro nome de Santo é Antônio Fernando de Bulhões, (aliás o nome do atual Arcebispo Metropolitano) nascido em Portugal e que ainda jovem ingressou na Ordem dos Agostinianos, no Convento de São Vicente. A troca para Antonio se deu quando ele ingressou na ordem de São Francisco de Assis, os Franciscanos.
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Conta a tradição que Antônio levou o Evangelho até a África, onde fez os primeiros milagres. Morreu em Pádua, Itália, em 13 de junho de 1231. O fato é que a antiga Vila de Santo Antônio do Recife esqueceu seu padroeiro.
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Foto: Imagem de Santo Antonio existente na Igreja do Convento franciscano na Rua do Imperador, Recife, Pernambuco.

PROCISSÃO DOS PASSOS DO RECIFE





I. INTRODUÇÃO:

Nesses últimos dias de quaresma a tradição católica desde a Idade Média, em forma catequética, incentiva (ou pelo menos incentivava, até as reformas pastorais de orientação modernizadora do Concílio Vaticano II), atos de piedade, voltadas à representação da Paixão de Cristo, que por vezes são as Vias Sacras, com suas estações, e as procissões penitenciais, que faz memória do percurso de Cristo, desde o Horto das Oliveiras até seu sepultamento, num total de catorze estações. Nos dias atuais acrescentada a 15º com a Ressurreição de Cristo, sendo:

III. Jesus cai pela primeira vez
IV. Jesus encontra a sua Mãe
V. Simão Cirineu ajuda Jesus a carregar a cruz
VI. Verônica limpa o rosto de Jesus
VII. Jesus cai pela segunda vez
VIII. Jesus encontra as mulheres de Jerusalém
IX. Terceira queda de Jesus
X. Jesus é despojado de suas vestes
XII. Morte de Jesus na cruz

Uma dessas tradições é a Procissão de Nosso Senhor dos Passos, também conhecida em muitos lugares como “procissão do encontro”, em razão de que um dos “passos” da procissão consiste no encontro da imagem de Jesus carregando a cruz encontrar-se com a imagem de sua mãe (Nossa Senhora das Dores ou Nossa Senhora da Soledade).


        II. OS PASSOS DO RECIFE:

        A Procissão dos Passos da Paixão de Cristo do Recife é uma das mais antigas manifestações cívico-religiosas do território brasileiro que se mantém viva. Certamente uma das últimas remanescentes das expressões culturais das antigas Confrarias Religiosas do Pernambuco do Século XVII.
      É um modelo de religiosidade popular trazida de Portugal, e de influência da Espanha com suas pompas barrocas, que as Confrarias Religiosas (Irmandades e Ordens Terceiras) desenvolviam com grande esplendor.
      No Recife e Olinda, durante séculos, houve várias Procissões Quaresmais, tais quais a de Cinzas promovida pela Ordem Terceira de São Francisco, que "tinha laivos carnavalescos"(9) e a do Triunfo, promovida pela Ordem Terceira do Carmo, "com imensa pompa e longo acompanhamento. Levava catorze andores com cenas da paixão de Jesus" (9) e outras que foram sendo suprimidas. Ora pela falta de espiritualidade destes eventos, transformados em mera ostentação de poderio, rivalidades entre as Confraias, uma não "queria ficar por baixo" da outra, e pela própria decadência das irmandades e confrarias desde o final do século XIX e principalmente diante do modelo de igreja proposto pelo Concílio Vaticano II. .




(Imagem original do Senhor Bom Jesus dos Passos, já existente em 1654)

      Todavia,
"Eram várias as procissões: das Chagas, dos Martírios, do Bom Jesus dos Pobres Aflitos, do Encontro, dos Passos, do Triunfo, do Enterro, da Ressurreição. Cada uma no seu bairro, da sua igreja, com seus admiradores e partidários. Algumas boliam com a cidade inteira. As cocheiras botavam para a rua todos os seus carros, de boleeiros metidos em sobrecasacas de botões dourados, cartolas, luvas. Os bondes da Caril e as maxambombas traziam gente pendurada nos estribos e nas portinholas. Desde a lordeza da Madalena e da Linha Principal ao pessoal pobre de Afogados e Santo Amaro, todos confluíam para o centro a fim de apreciar as mesmas cenas e os mesmos aspectos de todos os anos. Porque se há espetáculo que não mude é o das procissões". (10)


      Resta, nos dias atuais na cidade do Recife, apenas três tradicionais procissões: A que ora relatamos, que já não tem o esplendor antigo, a "Via Sacra Pública", saindo da Matriz da Boa Vista para a Igreja da Santa Cruz do Bom Jesus da Via Sacra, nas Sextas-Feiras Santas, que em tempos de outrora era realziado em outro dia, e com uma prespectiva bem diferente da orientação "pastoral" atual e a Procissão do Senhor Morto, que sai da Matriz de Santo Antônio. .


      Foi criada em 1654, juntamente com a Venerável Irmandade de Bom Jesus dos Passos. ³ " Além do aspecto religioso, a Procissão dos Passos está ligada à história política e sócio-cultural do Brasil. A primeira Procissão dos Passos foi realizada em pagamento de uma promessa dos comandantes militares portugueses e brasileiros vencedores da Guerra Holandesa. Em 1654, na Igreja Matriz do Corpo Santo, então existente no bairro do Recife, o mestre de campo Francisco Barreto de Menezes, André Vidal de Negreiros, Antônio Dias Cardoso e João Fernandes Vieira, fundaram a "Venerável Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos do Corpo Santo", o que seria o embrião do Exército Brasileiro. No mesmo ano realizaram-se as procissões do Encerro e dos Passos, saindo da sua igreja sede para a igreja do Convento de Nossa Senhora do Carmo, de Olinda" 1 http://iconacional.blogspot.com/2008/05/pensamento-de-eckhart-tolle.html


Mario Sette em sua obra Maxambombas e maracatus, assim descreve a Procissão dos Passos

"A procissão dos Passos sempre teve no Recife honras de esplendor e de fama. Marcava mesmo uma etapa do ano. Um mês antes, quem dispunha de recursos, tratava de encomendar o vestido de seda preta lavrada ou de gorgorão. As mocinhas contentavam-se com as cambraias de seda com salpicos. As matronas exigiam dos maridos as capas de damassé com vidrilhos e as severas capotas com enfeites de veludo. Dos guarda-roupas para o banho de benzina saiam croisés e fraques de casemiras negras. Quem morava em rua onde passava o cortejo, tomava precauções. Era preciso robustecer a munição da dispensa. As famílias amigas e os parentes não faltavam. No Recife quieto e silencioso desse tempo, ao quebrar do meio-dia começavam as igrejas a dobrar.Não havia bondes elétricos, nem caminhões, nem automóveis de escapação aberta para infernar os ouvidos, e, por isso, o toque das igrejas tomava ares de um escândalo de ruídos. Os livre-pensadores queixavam-se, explodiam. As irmandades passavam, de cruzes alçadas, para o Carmo. Na quinta-feira era a procissão chamada de encerro, porque a imagem do Senhor dos Passos ia do Corpo Santo ao Carmo, coberta. Ao escurecer, o Corpo Santo iniciava os seus dobres lentos, dolorosos, tristes. As ruas do velho bairro do Recife pouco a pouco se movimentavam e o comércio em grosso fechava por completo. Grupos iam se adensando pelas calçadas e pelas pontes. Varandas enchiam-se. Punham-se nas janelas e sacadas castiçais com velas protegidas por mangas de vidro. Nos Arcos da Conceição e de Santo Antônio havia também muitas luzes. Os vetustos sobradões da rua da Cadeia, de ordinário fechados e desertos, ganhavam uma vida que eles só haviam conhecido em épocas mais remotas. O longo, belo e tocante cortejo noturno saía por volta das 7 horas e vinha se estendendo pela ponte do Recife para ganhar o bairro vizinho. Duas imensas e tremulejantes fileiras de barandões acesos com umas angélicas de papel de seda resguardando as chamas. Entrava pela rua do Crespo, transpunha a pracinha, enfiava-se por Cabugá e Nova... Em todo trajeto gente muita à espera. A imagem de Jesus, velada por um dossel de seda roxa, era carregada pelos oficiais da Guarda Nacional. Via-se apenas a ponta da cruz de fora. Músicas, povo. E um cheiro de incenso que ficava depois por alguns momentos nas ruas vazias... No outro dia, à tarde, voltava o Senhor dos Passos à sua igreja. O comércio cerrava as portas mais cedo. Nas esquinas os mesmos grupos clássicos de mulheres que vinham de longe e traziam crianças que choramingavam. Todos queriam "pegar canto". Velhotas arengando. Moleques tomando pagode com as beatas de lenços brancos nas cabeças e de balandraus ruços. Rodavam carros com famílias lordes. Abriam-se varandas de primeiros andares que serviam de depósitos das lojas. E enchiam-se os prédios da rua da Cadeia, da rua do Cabugá, da rua Nova... Iam transitando anjos procedendo das casas das "vestideiras". Algumas eram célebres em São José e tinham muito osto em fazer as saias armadas, bem redondas, ensinando as crianças a gingar, - fazer o "passo" dos querubins. Afinal surdia a procissão, depois de uma expectativa de duas ou três horas, ouvindo os sinos e espreitando a boca da rua.- Lá vem o pendão?- Minha gente! Corra!- Vem perto! Havia sempre alguém lá por dentro e todos acorriam à varanda. Aí é que era o pega para arranjar canto. Os mais sabidos já estavam abancados. Os donos da casa sempre ficavam por trás, trepados em cadeiras. E o grande pendão, com o seu S. P. Q. R. que o povo traduzia por "sopa, pão, queijo, rapadura", passava seguro pelo Rodrigão, o homem mais alto do Recife. Em seguida os guiões das Almas e do Sacramento.", (in Mario Sette- Moxambolas e Maracatus Secretaria de Educação e Cultura, Fundação de Cultura Cidade do Recife, Prefeitura da Cidade do Recife, 1981 - 252 páginas). 

(Três imagens de Jesus Flagelado usadas nas estações dos Passos)
       Com o passar dos séculos a Procissão dos Passos foi adequando-se às novas realidades, perdendo o seu glamour de outrora persistindo heroicamente até os dias atuais, distantes do século XVII e da hegemonia católica, todavia continua com os mesmos elementos tradicionais.



(Imagens de Santa Maria Madalena e Nossa Senhora da Soledade, componentes do último passo, o Calvário)


      Hoje um dos grandes desafios dessa irmandade é a sua continuidade, particularmente pela incorporação de jovens, diante do mundo secular, onde as tradições, típicas da hegemonia católica de outrora, mudaram o seu vértice para do âmbito cultural-religioso, para atividades ligadas ao carnaval, particularmente o Macaratu, já popularizado entre a classe média.


REFERÊNCIA E CITAÇÕES:

1 - http://www.fisepe.pe.gov.br/cepe/supl/html/mat5.htm2. Coelho, Beatriz. Devoção E Arte : Imaginária Religiosa Em Minas Gerais. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo , 2005;3. Freyre, Gilberto, and Luís Jardim. Guia Prático, Histórico E Sentimental Da Cidade Do Recife. 1934, pag. 20. 4 - Fernando Pio - em Roteiro de arte sacra. Rio, de Janeiro: MEC, 1960, 131 p. il., p. 52 5. Fonte: http://www.fisepe.pe.gov.br/cepe/supl/html/mat7.htm; 6. As obras de Manoel da Silva Amorim, identificadas através de documentos relativos a pagamentos, segundo o historiador Fernando Pio foram elaboradas entre 1835 e de 1871, portanto, até dois anos antes da morte. A imagem do Senhor dos Passos é da primeira metade do século XIX. 7.PIO, Fernando. Imagens, arte sacra e outras histórias;. Recife, 1977. 8. CASCUDO, Luís Câmara, Literatura oral no Brasil – Ed. José Olímpio, 1952 – 2ª edição, Rio, 1978 . 9. PEREIRA, José Carlos. O encantamento da Sexta-Feira Santa: manifestações do catolicismo no Brasil. http://books.google.com/books?id=uij69YoStB4C&pg=PA122&dq=prociss%C3%B5es+quaresmais+%2B+recife&hl=pt-BR&cd=3#v=onepage&q=prociss%C3%B5es%20quaresmais%20%2B%20recife&f=falsehttp://www.jangadabrasil.com.br/marco19/pn19030c.htm 10.SETTE, Mário. Maxambombas e maracatus) http://www.jangadabrasil.com.br/abril20/pa20040b.htm Ler mais sobre o assunto: http://www.fisepe.pe.gov.br/cepe/supl/html/mat5.htm Chamadas: Confrarias religiosas, Irmandades, Ordem Terceira, Recife, Brasil solonial, expressões culturais imateriais confrarias irmandades recife pernambuco